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Filme: "Avanti!" (1972), Billy Wilder

Filme: “Avanti!” (1972), Billy Wilder

Em Avanti!, Jack Lemmon viaja à Itália para lidar com a morte do pai e descobre um romance secreto. A comédia de Billy Wilder questiona convenções e celebra o amor.


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Um executivo americano workaholic, Wendell Armbruster Jr., interpretado com uma precisão cômica por Jack Lemmon, viaja para a ensolarada ilha de Ischia, na Itália, para reclamar o corpo de seu pai, falecido inesperadamente em um acidente de carro. O que Wendell não esperava era descobrir que seu pai, um homem que ele considerava um puritano, estava tendo um caso apaixonado com uma britânica.

A comédia de Wilder, lançada em 1972, tece uma trama intrincada de encontros e desencontros, revelando segredos de família e expondo a hipocrisia por trás de aparências respeitáveis. Ao chegar na charmosa ilha italiana, Wendell se depara com Pamela Piggott (Juliet Mills), a filha da amante de seu pai, também ali para identificar o corpo de sua mãe. A situação inusitada os une em uma jornada para entender não apenas as circunstâncias das mortes, mas também os meandros dos relacionamentos amorosos de seus pais.

O filme, que evita o moralismo fácil, explora o conceito de “amor fati” de Nietzsche, a aceitação do destino e o amor pelas próprias experiências, mesmo as dolorosas. Wendell, inicialmente um homem preso às convenções e à lógica implacável do mundo dos negócios, se vê forçado a confrontar a fragilidade da vida e a beleza inesperada do prazer. A paisagem italiana, com seus costumes relaxados e sua cultura focada no presente, funciona como um catalisador para a transformação de Wendell.

Wilder, mestre na arte da comédia, equilibra comédia física com diálogos inteligentes, criando momentos hilários e comoventes. A química entre Lemmon e Mills é palpável, conferindo autenticidade à relação que se desenvolve entre seus personagens. “Avanti!” não é apenas uma comédia sobre adultério e morte, mas uma reflexão sobre a liberdade, a autenticidade e a importância de viver o momento presente. O filme questiona se a busca pela perfeição e pelo sucesso profissional vale a pena se, no processo, negligenciamos os prazeres simples da vida e a conexão humana genuína.


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