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Lula e Bolsonaro deveriam começar uma dupla sertaneja

Imaginem só: “Lula & Bolsonaro – A Dupla da Discordância”. Com hits como “Promessas Vazias”, “Corrupção no Coração” e “Vou Lá pro Planalto”


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No caldeirão fervente das reviravoltas políticas brasileiras, onde a realidade parece um roteiro surreal de um filme B, há um enredo que insiste em não mudar: a polarização entre Lula e Bolsonaro. Dois protagonistas improváveis, cada um com seu séquito de fiéis seguidores, prontos para defender com unhas e dentes suas escolhas, enquanto o país parece dançar no ritmo errado de uma música que ninguém pediu para tocar.

É como se estivéssemos presos em um eterno loop de uma novela cansativa, onde os mesmos atores interpretam os mesmos papéis, apenas trocando de figurino de tempos em tempos. Lula, o velho guerreiro ressurgindo das cinzas como uma fênix vermelha, prometendo um paraíso perdido que nunca encontramos. Bolsonaro, o “mito” de fala afiada e gestos controversos, que ainda consegue manter uma legião de seguidores fiéis, como se estivessem hipnotizados por um encantamento maligno.


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E enquanto assistimos a esse espetáculo grotesco, não podemos deixar de imaginar: e se, ao invés de ocuparem os palcos políticos, esses dois senhores decidissem unir forças e formar uma dupla sertaneja para a próxima eleição? Lula e Bolsonaro, juntos no mesmo palco, cantando sobre as agruras da política brasileira enquanto o país afunda em um mar de desilusão e desesperança.

Imaginem só: “Lula & Bolsonaro – A Dupla da Discordância”. Com hits como “Promessas Vazias”, “Corrupção no Coração” e “Vou Lá pro Planalto”, essa seria uma apresentação que certamente renderia muitos aplausos irônicos e risadas amargas. E quem sabe, talvez até mesmo uma vitória nas paradas de sucesso político, afinal, não é como se já não estivéssemos acostumados a aceitar o improvável como realidade.

Mas, vamos encarar a realidade: Lula e Bolsonaro não são apenas farinha do mesmo saco, são o próprio saco em si, competindo para ver quem consegue ser mais amargo e desagradável. Enquanto isso, o povo brasileiro assiste impotente, preso em um ciclo vicioso de escolher entre o menos pior, sem nunca vislumbrar uma verdadeira luz no fim do túnel.

Enquanto os acordes da política continuam a tocar sua melodia dissonante, resta-nos apenas esperar que um dia, quem sabe, o bom senso e a razão prevaleçam sobre o circo de horrores que se tornou a política nacional. Até lá, continuaremos a assistir, com um misto de incredulidade e resignação, o espetáculo bizarro protagonizado por Lula, Bolsonaro e sua trupe de seguidores fanáticos.


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