Em um mundo onde o hedonismo parece ser a palavra de ordem, os relacionamentos gays se tornam um desafio ainda maior. Não é que o hedonismo seja um inimigo, afinal, quem não gosta de uma boa dose de prazer? O problema surge quando esse hedonismo se transforma em uma barreira para a intimidade genuína.
Vamos lá, entre um match e outro nos aplicativos de relacionamento, onde está o espaço para construir algo mais sólido? É como se estivéssemos em um grande supermercado, onde as opções são tantas que ficamos perdidos na hora de escolher. E no meio de tantas possibilidades, a profundidade acaba se perdendo no mar de perfis e conversas superficiais.
Sim, eu sei, estamos na era digital, onde a conexão está a apenas um clique de distância. Mas será que estamos realmente nos conectando? Ou estamos apenas tocando superficialmente nas vidas dos outros, sem nos permitir realmente conhecê-los?
É aqui que entra o tal investimento afetivo. Porque, vamos encarar a realidade, relacionamento dá trabalho. Não importa se é um relacionamento aberto, fechado, monogâmico ou poliamoroso, a verdade é que para que qualquer tipo de relação floresça, é necessário regá-la com doses generosas de atenção, carinho e comprometimento.
E não, não estou falando de mandar emojis fofinhos ou curtidas nas fotos do Instagram. Estou falando de estar presente de verdade, de se interessar genuinamente pelo outro, de se abrir e compartilhar não só os momentos bons, mas também as dificuldades e vulnerabilidades.
É preciso deixar de lado a busca incessante pelo próximo prazer instantâneo e entender que a verdadeira gratificação vem da construção de laços profundos e significativos. Não é fácil, eu sei. Afinal, o mundo lá fora está cheio de tentações, e é muito mais fácil se perder na superficialidade do que se aventurar nas profundezas de um relacionamento verdadeiro.
Mas é exatamente por isso que, para os relacionamentos gays acontecerem, é preciso superar o hedonismo. É preciso coragem para mergulhar nas águas turbulentas do amor e da intimidade, e acreditar que o investimento afetivo vale a pena.
Então, da próxima vez que você estiver deslizando freneticamente pelos perfis dos aplicativos de relacionamento, pare por um momento e pergunte a si mesmo: o que estou realmente procurando? Será que estou em busca de um prazer passageiro, ou estou pronto para investir meu tempo e energia em algo mais profundo e significativo?
Porque no final das contas, não é a quantidade de matches que define a qualidade dos nossos relacionamentos, mas sim a profundidade dos laços que construímos com aqueles que escolhemos amar. E para isso, meu caro, é preciso mais do que apenas um swipe para a direita.




Deixe um comentário