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A diversão de perder a hora

Enquanto encaro o relógio implacável, marcando cada segundo que passa, eu relembro aqueles breves momentos de desatino, de irresponsabilidade, de alegria

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Todo mundo fala, e com razão, sobre a beleza de se viver o momento, de se entregar à inconstância da vida, de não se preocupar com o relógio, e blá, blá, blá. A verdade é que isso é uma grande mentira. A gente vive numa correria constante, e perder a hora, meu bem, é quase um ato de rebeldia.

Hoje de manhã, eu perdi a hora. Novamente. E a sensação não foi nem de liberdade, foi mesmo de irresponsabilidade. Eu até poderia dar desculpas esfarrapadas, culpar o trânsito ou a chuva, mas a culpa foi minha e de mais ninguém. Eu ignorei o relógio, ignorei o alarme, ignorei a racionalidade. E naquele instante, enquanto minha chefe impaciente enviava mensagens repletas de pontos de interrogação, eu estava absorta em uma bolha de tranquilidade.

Perder a hora é um luxo que nos permitimos muito raramente. O relógio é o nosso carcereiro invisível, aquele que nos acorrenta aos compromissos, aos horários, aos deveres. E eu não sou nenhum revolucionário, mas vou confessar que foi uma delícia estar sob o radar da tirania do tempo. É como uma fugaz euforia, um pequeno ato de subversão cotidiana.

Claro que as consequências se acumulam, como contas a pagar. Reuniões perdidas, broncas merecidas, olhares desaprovadores. Eu sei que não posso viver assim todos os dias, nem mesmo todas as semanas. Mas vez ou outra, perder a hora é uma paixão secreta que todos deveriam experimentar.

Então, enquanto encaro o relógio implacável, marcando cada segundo que passa, eu relembro aqueles breves momentos de desatino, de irresponsabilidade, de alegria. Porque, no final das contas, a vida cotidiana é feita de pequenas transgressões, de pequenas ousadias, de pequenas alegrias. Mesmo que seja apenas por alguns minutos.

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Todo mundo fala, e com razão, sobre a beleza de se viver o momento, de se entregar à inconstância da vida, de não se preocupar com o relógio, e blá, blá, blá. A verdade é que isso é uma grande mentira. A gente vive numa correria constante, e perder a hora, meu bem, é quase um ato de rebeldia.

Hoje de manhã, eu perdi a hora. Novamente. E a sensação não foi nem de liberdade, foi mesmo de irresponsabilidade. Eu até poderia dar desculpas esfarrapadas, culpar o trânsito ou a chuva, mas a culpa foi minha e de mais ninguém. Eu ignorei o relógio, ignorei o alarme, ignorei a racionalidade. E naquele instante, enquanto minha chefe impaciente enviava mensagens repletas de pontos de interrogação, eu estava absorta em uma bolha de tranquilidade.

Perder a hora é um luxo que nos permitimos muito raramente. O relógio é o nosso carcereiro invisível, aquele que nos acorrenta aos compromissos, aos horários, aos deveres. E eu não sou nenhum revolucionário, mas vou confessar que foi uma delícia estar sob o radar da tirania do tempo. É como uma fugaz euforia, um pequeno ato de subversão cotidiana.

Claro que as consequências se acumulam, como contas a pagar. Reuniões perdidas, broncas merecidas, olhares desaprovadores. Eu sei que não posso viver assim todos os dias, nem mesmo todas as semanas. Mas vez ou outra, perder a hora é uma paixão secreta que todos deveriam experimentar.

Então, enquanto encaro o relógio implacável, marcando cada segundo que passa, eu relembro aqueles breves momentos de desatino, de irresponsabilidade, de alegria. Porque, no final das contas, a vida cotidiana é feita de pequenas transgressões, de pequenas ousadias, de pequenas alegrias. Mesmo que seja apenas por alguns minutos.

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