Cultivando arte e cultura insurgentes


“Ah, é?”, Dalton Trevisan

Avatar de Hernandes Matias Junior

Twitter Instagram

# # Ah, é? #

“Ah, é?” de Dalton Trevisan não é um livro; é um soco no estômago disfarçado de prosa mínima. Não espere uma narrativa linear, um arco dramático convencional ou personagens com a pretensão de profundidade psicológica. Trevisan oferece, em vez disso, um caleidoscópio de fragmentos cruéis e poéticos da alma brasileira – ou melhor, da ausência dela. São retratos instantâneos, como fotos rasgadas e coladas em um mural de desespero e tédio existencial, onde o cotidiano se torna um campo de batalha de frustrações silenciosas e pequenas tragédias.

Cada conto é uma estocada, um golpe certeiro que deixa o leitor sem fôlego, forçado a confrontar a miséria, a violência e a profunda solidão que permeiam a vida de seus personagens anônimos, quase fantasmas urbanos. A linguagem seca, quase brutal em sua simplicidade, desnuda a alma humana até o osso, revelando a fragilidade e a perversidade que se escondem sob uma máscara de apatia. Uma mulher que descobre a infidelidade do marido e reage com uma frieza aterradora. Um homem que se encontra numa situação absurda, sua vida desmoronando em um punhado de palavras sem explicação. Um encontro casual, carregado de tensão sexual reprimida e violência latente, que explode em um final abrupto e chocante.

Trevisan não oferece respostas; ele formula perguntas incômodas, que ecoam na mente do leitor muito depois de o livro ser fechado. A ironia mordaz, o humor negro que espreita em meio ao cinismo e a crueldade implacável dos personagens, constroem uma atmosfera densa e inquietante. “Ah, é?” não é um livro para leitores sensíveis; é para aqueles que buscam a verdade nua e crua, sem véus de romantismo ou idealismo. É um mergulho no esgoto da alma humana, uma jornada pela escuridão existencial que, paradoxalmente, revela a beleza brutal e a fragilidade inegável da condição humana. Prepare-se para ser perturbado, confrontado e, talvez, até mesmo fascinado pela desolação magistral de Trevisan. A indiferença, a banalidade do mal e a inabalável solidão são os protagonistas silenciosos desta obra-prima do minimalismo cru. Prepare-se para sentir o peso da insignificância, a fria realidade de uma existência sem propósito, encapsulada em um “Ah, é?” que ressoa como um grito silencioso no vazio.

“Ah, é?” está à venda no site da Todavia.

Avatar de Hernandes Matias Junior

Twitter Instagram

# # Ah, é? #

“Ah, é?” de Dalton Trevisan não é um livro; é um soco no estômago disfarçado de prosa mínima. Não espere uma narrativa linear, um arco dramático convencional ou personagens com a pretensão de profundidade psicológica. Trevisan oferece, em vez disso, um caleidoscópio de fragmentos cruéis e poéticos da alma brasileira – ou melhor, da ausência dela. São retratos instantâneos, como fotos rasgadas e coladas em um mural de desespero e tédio existencial, onde o cotidiano se torna um campo de batalha de frustrações silenciosas e pequenas tragédias.

Cada conto é uma estocada, um golpe certeiro que deixa o leitor sem fôlego, forçado a confrontar a miséria, a violência e a profunda solidão que permeiam a vida de seus personagens anônimos, quase fantasmas urbanos. A linguagem seca, quase brutal em sua simplicidade, desnuda a alma humana até o osso, revelando a fragilidade e a perversidade que se escondem sob uma máscara de apatia. Uma mulher que descobre a infidelidade do marido e reage com uma frieza aterradora. Um homem que se encontra numa situação absurda, sua vida desmoronando em um punhado de palavras sem explicação. Um encontro casual, carregado de tensão sexual reprimida e violência latente, que explode em um final abrupto e chocante.

Trevisan não oferece respostas; ele formula perguntas incômodas, que ecoam na mente do leitor muito depois de o livro ser fechado. A ironia mordaz, o humor negro que espreita em meio ao cinismo e a crueldade implacável dos personagens, constroem uma atmosfera densa e inquietante. “Ah, é?” não é um livro para leitores sensíveis; é para aqueles que buscam a verdade nua e crua, sem véus de romantismo ou idealismo. É um mergulho no esgoto da alma humana, uma jornada pela escuridão existencial que, paradoxalmente, revela a beleza brutal e a fragilidade inegável da condição humana. Prepare-se para ser perturbado, confrontado e, talvez, até mesmo fascinado pela desolação magistral de Trevisan. A indiferença, a banalidade do mal e a inabalável solidão são os protagonistas silenciosos desta obra-prima do minimalismo cru. Prepare-se para sentir o peso da insignificância, a fria realidade de uma existência sem propósito, encapsulada em um “Ah, é?” que ressoa como um grito silencioso no vazio.

“Ah, é?” está à venda no site da Todavia.

Deixe uma resposta

Comments (

0

)

Descubra mais sobre Românticos Radicais

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading