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Filme: “Raw” (2016), Julia Ducournau

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Em Raw, Justine, uma jovem vegetariana criada sob rígidos preceitos, ingressa na brutalidade da faculdade de veterinária. Um rito de passagem humilhante a força a consumir carne pela primeira vez, um ato que desencadeia uma transformação perturbadora. O apetite voraz de Justine se manifesta de maneira incontrolável, inicialmente direcionado a alimentos, mas logo evoluindo para desejos mais obscuros e proibidos.

A atmosfera claustrofóbica do campus serve como um microcosmo da repressão e da liberação. A narrativa acompanha a jornada de Justine enquanto ela lida com essa nova e aterrorizante realidade, explorando temas de sexualidade, identidade e a busca pela individualidade em um ambiente implacável. A relação complexa com sua irmã, Alexia, que também frequenta a faculdade, se torna um ponto central, revelando segredos familiares e dinâmicas de poder perturbadoras. O filme se abstém de julgamentos morais fáceis, optando por mergulhar nas profundezas da psique humana e na animalidade latente que reside em cada um de nós. A obra evoca a ideia nietzschiana de “tornar-se quem se é”, mas com a adição de um horror visceral que torna a experiência inesquecível.

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Em Raw, Justine, uma jovem vegetariana criada sob rígidos preceitos, ingressa na brutalidade da faculdade de veterinária. Um rito de passagem humilhante a força a consumir carne pela primeira vez, um ato que desencadeia uma transformação perturbadora. O apetite voraz de Justine se manifesta de maneira incontrolável, inicialmente direcionado a alimentos, mas logo evoluindo para desejos mais obscuros e proibidos.

A atmosfera claustrofóbica do campus serve como um microcosmo da repressão e da liberação. A narrativa acompanha a jornada de Justine enquanto ela lida com essa nova e aterrorizante realidade, explorando temas de sexualidade, identidade e a busca pela individualidade em um ambiente implacável. A relação complexa com sua irmã, Alexia, que também frequenta a faculdade, se torna um ponto central, revelando segredos familiares e dinâmicas de poder perturbadoras. O filme se abstém de julgamentos morais fáceis, optando por mergulhar nas profundezas da psique humana e na animalidade latente que reside em cada um de nós. A obra evoca a ideia nietzschiana de “tornar-se quem se é”, mas com a adição de um horror visceral que torna a experiência inesquecível.

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