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Pop stars como santos, fãs como devotos

Da cripta de Aaliyah ao santuário de Prince em Detroit: uma exposição em Londres investiga o que acontece quando a adoração por ídolos pop vira prática religiosa


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A Igreja Católica tem um sistema preciso para classificar relíquias sagradas. Relíquias de primeira classe são os restos mortais do santo. De segunda, objetos usados por ele. De terceira, qualquer coisa que tenha entrado em contato com as anteriores. Em um mundo onde astros pop são venerados como santos, esse sistema de classificação se encaixa perturbadoramente bem na cultura de fãs. É a partir dessa analogia que a Holy Pop!, exposição em cartaz no Somerset House em Londres até agosto de 2026, constrói sua argumentação. Com curadoria de Tory Turk, a mostra reúne altares domésticos, objetos de colecionadores, registros fotográficos de peregrinações e obras de artistas para mapear a geografia sagrada da cultura pop, de Graceland ao túmulo de Jim Morrison em Paris, da pedra de Dobby nas dunas do País de Gales à árvore de George Michael em Hampstead Heath. Entre os objetos em exibição estão um chiclete mastigado por Nina Simone cuidadosamente emoldurado por uma fã, uma peça de cerâmica e neon dedicada a Britney Spears, e fotografias do santuário pessoal de Prince mantido por Emma Hart, uma senhora judaica do norte de Londres, ao lado do registro da casa de Moodymann em Detroit, transformada em templo ao mesmo ídolo. O que une esses dois devotos de mundos tão diferentes é a própria pergunta central da exposição: o que faz um ser humano se tornar sagrado para outro?


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