Cultivando arte e cultura insurgentes


À deriva na selva da arte

Pensamentos sobre a relativização contínua sobre o que de fato é arte

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“O que é arte?”, você pergunta. Bem, essa é a questão. Afinal, ao longo dos anos, o mundo da arte se tornou um labirinto de perplexidade e absurdo, onde até mesmo a mais mundana das coisas pode ser empacotada e vendida como uma obra-prima de expressão criativa.

Arte, é como um imã para a relativização. Você vê, em nossa sociedade contemporânea, tudo é arte, desde os inegáveis mestres como Van Gogh e Leonardo da Vinci, até aquelas pessoas que jogam tintas em uma tela ou expõem um vaso sanitário em uma galeria e o chamam de “instalação”. Não posso deixar de sorrir com a maravilhosa ironia que é a arte contemporânea.

Dizem que a arte é subjetiva, que não podemos impor nossos padrões a ela. Mas como podemos chamar de “arte” a pintura de um ponto vermelho em um fundo branco, enquanto uma simples fotografia de paisagem, habilmente composta, é considerada uma banalidade? O problema é que, de certa forma, estamos todos presos em um grande jogo de “Vista o Rei” – alguém decide que algo é arte, e então todos correm para proclamar a grandiosidade de tal coisa.

Você vê, não podemos permitir a relativização completa quando se trata de arte. Claro, a criatividade é uma força magnífica e imprevisível, mas há certos limites. Por exemplo, vamos considerar um pôster de gatinhos fofos pendurado na parede da sala de estar. Alguém, em algum lugar, provavelmente chamaria isso de arte. Mas, sinceramente, isso é realmente arte? Ou é apenas uma tentativa de preencher um espaço vazio com algo que parece agradável?

A ironia aqui é que, à medida que nossa sociedade se torna cada vez mais democrática, a distinção entre arte e não arte se torna cada vez mais nebulosa. Afinal, se tudo é arte, então nada é arte. Deveríamos mesmo chamar de “arte” algo que qualquer pessoa pode criar sem esforço?

Em minha busca irônica por definições, encontro-me concordando com aqueles que defendem que a arte deve provocar emoções, fazer-nos refletir ou causar impacto. Mas então, como explicar os quadros em branco que adornam as paredes das galerias de arte? Eles provocam alguma coisa, além de perplexidade e talvez uma risadinha irônica?

Continuemos nossa jornada na terra nebulosa da arte, com nossos olhos críticos e um toque saudável de ironia. Pois, afinal, a arte é tão subjetiva quanto nossa própria existência, e a única coisa que podemos ter certeza é que ela continuará a nos surpreender, intrigar e, claro, nos fazer rir de sua deliciosa e, por vezes, absurda relativização.


Ilustração de shin morae

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“O que é arte?”, você pergunta. Bem, essa é a questão. Afinal, ao longo dos anos, o mundo da arte se tornou um labirinto de perplexidade e absurdo, onde até mesmo a mais mundana das coisas pode ser empacotada e vendida como uma obra-prima de expressão criativa.

Arte, é como um imã para a relativização. Você vê, em nossa sociedade contemporânea, tudo é arte, desde os inegáveis mestres como Van Gogh e Leonardo da Vinci, até aquelas pessoas que jogam tintas em uma tela ou expõem um vaso sanitário em uma galeria e o chamam de “instalação”. Não posso deixar de sorrir com a maravilhosa ironia que é a arte contemporânea.

Dizem que a arte é subjetiva, que não podemos impor nossos padrões a ela. Mas como podemos chamar de “arte” a pintura de um ponto vermelho em um fundo branco, enquanto uma simples fotografia de paisagem, habilmente composta, é considerada uma banalidade? O problema é que, de certa forma, estamos todos presos em um grande jogo de “Vista o Rei” – alguém decide que algo é arte, e então todos correm para proclamar a grandiosidade de tal coisa.

Você vê, não podemos permitir a relativização completa quando se trata de arte. Claro, a criatividade é uma força magnífica e imprevisível, mas há certos limites. Por exemplo, vamos considerar um pôster de gatinhos fofos pendurado na parede da sala de estar. Alguém, em algum lugar, provavelmente chamaria isso de arte. Mas, sinceramente, isso é realmente arte? Ou é apenas uma tentativa de preencher um espaço vazio com algo que parece agradável?

A ironia aqui é que, à medida que nossa sociedade se torna cada vez mais democrática, a distinção entre arte e não arte se torna cada vez mais nebulosa. Afinal, se tudo é arte, então nada é arte. Deveríamos mesmo chamar de “arte” algo que qualquer pessoa pode criar sem esforço?

Em minha busca irônica por definições, encontro-me concordando com aqueles que defendem que a arte deve provocar emoções, fazer-nos refletir ou causar impacto. Mas então, como explicar os quadros em branco que adornam as paredes das galerias de arte? Eles provocam alguma coisa, além de perplexidade e talvez uma risadinha irônica?

Continuemos nossa jornada na terra nebulosa da arte, com nossos olhos críticos e um toque saudável de ironia. Pois, afinal, a arte é tão subjetiva quanto nossa própria existência, e a única coisa que podemos ter certeza é que ela continuará a nos surpreender, intrigar e, claro, nos fazer rir de sua deliciosa e, por vezes, absurda relativização.


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