Cultivando arte e cultura insurgentes


A mãe natureza é uma Medeia

A ideia de uma natureza benevolente é, na melhor das hipóteses, incoerente

Avatar de Hernandes Matias Junior

Twitter Instagram

Sob o manto de árvores que prometem abraços calorosos, a natureza ri, uma risada sinistra ecoando entre os galhos. Os ingênuos, encantados com melodias de pássaros, são apenas marionetes em um espetáculo cruel.

As flores, mascarando-se de inofensivas damas do jardim, conspiram em silêncio para espetar qualquer intruso com suas lanças venenosas. Enquanto isso, a brisa, que alguns loucos consideram um afago suave, prepara suas garras invisíveis para arrancar-nos a serenidade.

Que tolice é acreditar que a natureza é benevolente. Sob o sol, que muitos aclamam como fonte de vida, queima o calor implacável, e a chuva, anunciada como benção celestial, revela-se um dilúvio de desgraças.

Nessas crônicas do cotidiano, a natureza se revela como a maestrina sadicamente hábil, regendo uma sinfonia de tormento. Aqueles que ousam chamá-la de “mãe” desconhecem a verdadeira mãe: uma Medeia desumana que se diverte em ver seus filhos humanos dançando no palco da ilusão e do sofrimento.

Avatar de Hernandes Matias Junior

Twitter Instagram

Sob o manto de árvores que prometem abraços calorosos, a natureza ri, uma risada sinistra ecoando entre os galhos. Os ingênuos, encantados com melodias de pássaros, são apenas marionetes em um espetáculo cruel.

As flores, mascarando-se de inofensivas damas do jardim, conspiram em silêncio para espetar qualquer intruso com suas lanças venenosas. Enquanto isso, a brisa, que alguns loucos consideram um afago suave, prepara suas garras invisíveis para arrancar-nos a serenidade.

Que tolice é acreditar que a natureza é benevolente. Sob o sol, que muitos aclamam como fonte de vida, queima o calor implacável, e a chuva, anunciada como benção celestial, revela-se um dilúvio de desgraças.

Nessas crônicas do cotidiano, a natureza se revela como a maestrina sadicamente hábil, regendo uma sinfonia de tormento. Aqueles que ousam chamá-la de “mãe” desconhecem a verdadeira mãe: uma Medeia desumana que se diverte em ver seus filhos humanos dançando no palco da ilusão e do sofrimento.

Deixe uma resposta

Comments (

0

)

Descubra mais sobre Românticos Radicais

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo