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Filme: “Harold e Maude”(1971), Hal Ashby

Em um universo cinematográfico onde as grandes histórias frequentemente seguem roteiros previsíveis, Hal Ashby nos presenteou em 1971 com ‘Harold e Maude’, uma pérola peculiar que continua a desafiar e encantar gerações. Prepare-se para conhecer Harold, um jovem rico e solitário, cujo único passatempo é simular suicídios elaborados e frequentar funerais de desconhecidos, um fascínio…


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Em um universo cinematográfico onde as grandes histórias frequentemente seguem roteiros previsíveis, Hal Ashby nos presenteou em 1971 com ‘Harold e Maude’, uma pérola peculiar que continua a desafiar e encantar gerações. Prepare-se para conhecer Harold, um jovem rico e solitário, cujo único passatempo é simular suicídios elaborados e frequentar funerais de desconhecidos, um fascínio mórbido que serve como sua estranha forma de expressão. No cemitério, ele cruza com Maude, uma octogenária vibrante e excêntrica que, ao invés de lamentar a morte, celebra a vida com uma paixão contagiante, roubando carros e desafiando todas as convenções sociais com um sorriso.

O que começa como um estranho fascínio mútuo por eventos fúnebres rapidamente se transforma em um dos romances mais improvávies, subversivos e ternos da história do cinema. ‘Harold e Maude’ é muito mais do que uma comédia dramática sobre um relacionamento intergeracional; é uma ode à individualidade, um hino à liberdade de espírito e um lembrete agridoce de que a vida deve ser vivida plenamente, mesmo em face da finitude. A direção sensível de Hal Ashby, combinada com o roteiro afiado de Colin Higgins, tece uma narrativa que é ao mesmo tempo hilária, comovente e profundamente existencial. A trilha sonora icônica de Cat Stevens eleva a experiência, pontuando cada momento de descoberta e rebeldia com letras que se encaixam como uma luva na jornada de transformação de Harold. Este filme é um tapa na caretice, um convite descarado a viver sem amarras e a encontrar beleza nas peculiaridades. Um clássico cult atemporal, ‘Harold e Maude’ permanece relevante, provocando discussões sobre amor, morte, propósito e a arte de ser verdadeiramente você mesmo, consolidando seu legado duradouro no cinema mundial.


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