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Filme: “Babel” (2006), Alejandro González Iñárritu

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Um rifle herdado, um tiro acidental no Marrocos, e o mundo explode em fragmentos. Babel, de Iñárritu, não é exatamente sobre causa e efeito, mas sobre as vastas e imprevisíveis ondas que se propagam a partir de um único ponto. Uma turista americana baleada desencadeia uma crise diplomática, uma investigação policial, e expõe as fraturas nas relações de um casal em crise, interpretado por Brad Pitt e Cate Blanchett.

Enquanto isso, no Japão, Chieko, uma adolescente surda e muda, interpretada com sutileza devastadora por Rinko Kikuchi, navega pela adolescência em um mundo que parece constantemente vibrar em uma frequência diferente da sua. A sua busca por conexão, a sua frustração palpável, ecoam a incomunicabilidade que permeia todas as outras narrativas. A câmera de Iñárritu paira sobre ela com uma compaixão que falta em outras partes do filme, talvez porque Chieko, mais do que qualquer outro personagem, personifica a solidão radical da condição humana.

Babel é um estudo sobre a entropia social, a tendência inexorável das coisas a se desintegrarem. A globalização, em vez de unificar, parece amplificar mal-entendidos, expondo as diferenças culturais e linguísticas como barreiras intransponíveis. As boas intenções se perdem na tradução, e a ajuda, quando chega, muitas vezes agrava a situação. Não há redenção fácil aqui, apenas a constatação sombria de que estamos todos conectados por uma teia frágil e que a fragilidade de um único fio pode desmantelar a estrutura inteira.

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Um rifle herdado, um tiro acidental no Marrocos, e o mundo explode em fragmentos. Babel, de Iñárritu, não é exatamente sobre causa e efeito, mas sobre as vastas e imprevisíveis ondas que se propagam a partir de um único ponto. Uma turista americana baleada desencadeia uma crise diplomática, uma investigação policial, e expõe as fraturas nas relações de um casal em crise, interpretado por Brad Pitt e Cate Blanchett.

Enquanto isso, no Japão, Chieko, uma adolescente surda e muda, interpretada com sutileza devastadora por Rinko Kikuchi, navega pela adolescência em um mundo que parece constantemente vibrar em uma frequência diferente da sua. A sua busca por conexão, a sua frustração palpável, ecoam a incomunicabilidade que permeia todas as outras narrativas. A câmera de Iñárritu paira sobre ela com uma compaixão que falta em outras partes do filme, talvez porque Chieko, mais do que qualquer outro personagem, personifica a solidão radical da condição humana.

Babel é um estudo sobre a entropia social, a tendência inexorável das coisas a se desintegrarem. A globalização, em vez de unificar, parece amplificar mal-entendidos, expondo as diferenças culturais e linguísticas como barreiras intransponíveis. As boas intenções se perdem na tradução, e a ajuda, quando chega, muitas vezes agrava a situação. Não há redenção fácil aqui, apenas a constatação sombria de que estamos todos conectados por uma teia frágil e que a fragilidade de um único fio pode desmantelar a estrutura inteira.

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