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Filme: “Unbreakable” (2000), M. Night Shyamalan

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Numa Filadélfia outonal, após um descarrilamento catastrófico de um trem que milagrosamente deixa David Dunn, um segurança, como o único sobrevivente ileso, sua existência ordinária é abalada por Elijah Price, um misterioso colecionador de arte com uma condição óssea que o fragiliza ao extremo. Elijah, obcecado pela busca de alguém indestrutível para equilibrar sua própria fragilidade, acredita ter encontrado em David a prova da existência de seres com capacidades sobre-humanas latentes.

A premissa, que à primeira vista soa como a gênese de uma narrativa de quadrinhos, é desconstruída por Shyamalan com uma lentidão hipnotizante, onde o heroísmo se manifesta não em explosões e uniformes chamativos, mas na aceitação gradual de um destino incomum. David, cético e distante, reluta em abraçar a possibilidade de ser algo além de um homem comum, enquanto lida com um casamento em crise e um filho que anseia por acreditar na extraordinariedade do pai. A fotografia des saturada e a paleta de cores frias refletem o estado emocional contido de David, amplificando a atmosfera de melancolia e dúvida que permeia a trama.

A busca de David por sua verdadeira natureza o leva a confrontar não apenas suas próprias limitações, mas também a fragilidade inerente à condição humana. A dicotomia entre força e fragilidade, tema central da obra, ecoa a dialética hegeliana do senhor e do escravo, onde a identidade de um indivíduo é definida em relação ao outro. No entanto, em “Unbreakable”, a relação entre David e Elijah transcende a simples oposição, revelando uma interdependência complexa e perturbadora, onde a busca pela completude individual se manifesta em um ciclo de criação e destruição.

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Numa Filadélfia outonal, após um descarrilamento catastrófico de um trem que milagrosamente deixa David Dunn, um segurança, como o único sobrevivente ileso, sua existência ordinária é abalada por Elijah Price, um misterioso colecionador de arte com uma condição óssea que o fragiliza ao extremo. Elijah, obcecado pela busca de alguém indestrutível para equilibrar sua própria fragilidade, acredita ter encontrado em David a prova da existência de seres com capacidades sobre-humanas latentes.

A premissa, que à primeira vista soa como a gênese de uma narrativa de quadrinhos, é desconstruída por Shyamalan com uma lentidão hipnotizante, onde o heroísmo se manifesta não em explosões e uniformes chamativos, mas na aceitação gradual de um destino incomum. David, cético e distante, reluta em abraçar a possibilidade de ser algo além de um homem comum, enquanto lida com um casamento em crise e um filho que anseia por acreditar na extraordinariedade do pai. A fotografia des saturada e a paleta de cores frias refletem o estado emocional contido de David, amplificando a atmosfera de melancolia e dúvida que permeia a trama.

A busca de David por sua verdadeira natureza o leva a confrontar não apenas suas próprias limitações, mas também a fragilidade inerente à condição humana. A dicotomia entre força e fragilidade, tema central da obra, ecoa a dialética hegeliana do senhor e do escravo, onde a identidade de um indivíduo é definida em relação ao outro. No entanto, em “Unbreakable”, a relação entre David e Elijah transcende a simples oposição, revelando uma interdependência complexa e perturbadora, onde a busca pela completude individual se manifesta em um ciclo de criação e destruição.

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