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Filme: “O Senhor das Moscas” (1963), Peter Brook

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Um grupo de garotos britânicos, em fuga de uma guerra nuclear iminente, aterrissa forçosamente em uma ilha deserta e tropical. Sem adultos, a euforia inicial da liberdade rapidamente cede lugar à necessidade de organização. Ralph, carismático e sensato, é eleito líder, com Piggy, intelectual e fisicamente vulnerável, como seu conselheiro. A prioridade inicial: manter o fogo aceso para sinalizar navios que passem.

Mas a ordem tênue se desfaz. Jack, o chefe do coro da escola, nutre ambições de liderança e prefere a caça à responsabilidade. A atração pela selvageria, pela pintura facial e pela dança em torno de fogueiras, seduz cada vez mais garotos, criando uma divisão crescente. O medo do desconhecido, personificado em uma criatura imaginária chamada “a Besta”, intensifica a histeria coletiva. O que começa como brincadeira infantil evolui para um ritualismo primitivo, onde a caça transcende a busca por alimento, tornando-se uma liberação de impulsos sombrios. A racionalidade de Ralph se choca com o apelo visceral de Jack, deflagrando uma luta pelo poder que espelha a eterna tensão entre civilização e barbárie. A ilha, antes um paraíso, transforma-se em palco de uma tragédia anunciada, ilustrando como a ausência de estruturas sociais externas pode liberar instintos primordiais, mesmo na mais tenra idade. A busca pela sobrevivência revela a fragilidade da moralidade e a força da Besta que reside dentro de cada um, ecos da natureza humana delineados por Thomas Hobbes em sua concepção do estado de natureza.

A violência escala, culminando em atos brutais que desfazem qualquer resquício de inocência. A morte de Piggy, o último bastião da razão, sela o destino da comunidade. No clímax, Ralph, caçado como um animal, corre desesperadamente pela praia, até se deparar com um oficial da marinha, um símbolo tardio de resgate. O filme termina com os garotos, agora cientes da monstruosidade que floresceu em seu meio, chorando a perda da infância e a brutal revelação da natureza humana.

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Um grupo de garotos britânicos, em fuga de uma guerra nuclear iminente, aterrissa forçosamente em uma ilha deserta e tropical. Sem adultos, a euforia inicial da liberdade rapidamente cede lugar à necessidade de organização. Ralph, carismático e sensato, é eleito líder, com Piggy, intelectual e fisicamente vulnerável, como seu conselheiro. A prioridade inicial: manter o fogo aceso para sinalizar navios que passem.

Mas a ordem tênue se desfaz. Jack, o chefe do coro da escola, nutre ambições de liderança e prefere a caça à responsabilidade. A atração pela selvageria, pela pintura facial e pela dança em torno de fogueiras, seduz cada vez mais garotos, criando uma divisão crescente. O medo do desconhecido, personificado em uma criatura imaginária chamada “a Besta”, intensifica a histeria coletiva. O que começa como brincadeira infantil evolui para um ritualismo primitivo, onde a caça transcende a busca por alimento, tornando-se uma liberação de impulsos sombrios. A racionalidade de Ralph se choca com o apelo visceral de Jack, deflagrando uma luta pelo poder que espelha a eterna tensão entre civilização e barbárie. A ilha, antes um paraíso, transforma-se em palco de uma tragédia anunciada, ilustrando como a ausência de estruturas sociais externas pode liberar instintos primordiais, mesmo na mais tenra idade. A busca pela sobrevivência revela a fragilidade da moralidade e a força da Besta que reside dentro de cada um, ecos da natureza humana delineados por Thomas Hobbes em sua concepção do estado de natureza.

A violência escala, culminando em atos brutais que desfazem qualquer resquício de inocência. A morte de Piggy, o último bastião da razão, sela o destino da comunidade. No clímax, Ralph, caçado como um animal, corre desesperadamente pela praia, até se deparar com um oficial da marinha, um símbolo tardio de resgate. O filme termina com os garotos, agora cientes da monstruosidade que floresceu em seu meio, chorando a perda da infância e a brutal revelação da natureza humana.

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