Ricky Baker, um garoto rechonchudo e problemático, navega pelo sistema de assistência social da Nova Zelândia, pulando de lar adotivo em lar adotivo. Sua sorte aparentemente muda quando ele é colocado na remota fazenda de Bella e Hector Faulkner. Bella, calorosa e excêntrica, acolhe Ricky com braços abertos, enquanto Hector, um homem taciturno e rude, mantém distância. Mas o inesperado acontece, Ricky encontra uma figura materna em Bella e uma improvável amizade com Hector. Quando uma tragédia repentina ameaça separar Ricky de sua nova família, ele e Hector fogem para a vasta e inóspita mata neozelandesa.
A fuga desencadeia uma caçada humana massiva, com a polícia e os serviços sociais convencidos de que Hector sequestrou Ricky. A improvável dupla, agora foragida, precisa aprender a confiar um no outro para sobreviver. A jornada deles é pontuada por paisagens deslumbrantes, encontros bizarros com outros moradores da floresta e uma crescente compreensão mútua. Ricky, acostumado a ser rejeitado, começa a entender o valor da lealdade e do pertencimento. Hector, por sua vez, se abre para a alegria e a vulnerabilidade que vêm com a paternidade.
O filme é mais do que uma simples aventura. É um estudo sobre a natureza da família, escolhida ou imposta pelas circunstâncias, e a capacidade humana de encontrar conexão nos lugares mais inesperados. Através do humor peculiar e da beleza crua do interior neozelandês, o filme explora a ideia de que o lar não é necessariamente um lugar, mas um sentimento construído sobre o afeto e a aceitação. Ele também toca sutilmente na noção de alteridade, como ambos os protagonistas, à sua maneira, se sentem deslocados da sociedade dominante, encontrando um refúgio um no outro, na solidão da natureza.




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