Cultivando arte e cultura insurgentes


Filme: "The Knack ...and How to Get It" (1965), Richard Lester

Filme: “The Knack …and How to Get It” (1965), Richard Lester

Comédia sexual britânica de 1965, The Knack…and How to Get It retrata a Swinging London com energia e estilo. Um professor tenta aprender a arte da conquista com seu colega, em meio ao caos e à libertação sexual.


Avatar de Hernandes Matias Junior

Twitter Instagram

Richard Lester ataca novamente com “The Knack…and How to Get It”, uma comédia sexual britânica de 1965 que captura a essência da Swinging London com uma energia frenética e um estilo visual inovador. Colin (Michael Crawford), um professor tímido e desesperado para ter sucesso com as mulheres, admira a habilidade natural de Tolen (Ray Brooks), seu colega de apartamento, em atrair o sexo oposto. A chegada de Nancy (Rita Tushingham), uma jovem inocente do interior em busca de um albergue da juventude, desencadeia uma série de eventos absurdos e situações cômicas enquanto Colin tenta desesperadamente aprender os segredos do “jeito” de Tolen.

Lester, conhecido por seu trabalho com os Beatles em “A Hard Day’s Night” e “Help!”, infunde o filme com uma linguagem visual pop e experimental. Câmera lenta, aceleração, montagens frenéticas e efeitos sonoros exagerados criam uma atmosfera de caos controlado, refletindo a confusão e a ansiedade sexual dos personagens. A trilha sonora vibrante, pontuada por músicas de John Barry, contribui para a sensação geral de excitação e irreverência.

O filme, uma sátira inteligente das convenções sociais e das relações de gênero, explora a busca pela identidade e pela aceitação em um mundo em transformação. Colin, o protagonista inepto, representa o indivíduo que busca desesperadamente se encaixar em um modelo de masculinidade imposto pela sociedade, enquanto Tolen personifica a aparente facilidade com que alguns conseguem navegar as complexidades do desejo e da atração. Nancy, por sua vez, representa a inocência perdida em meio à libertação sexual da década de 1960.

A obra não se limita a ser uma comédia escrachada; ela também oferece uma reflexão sobre a natureza da performance e da autenticidade. Os personagens constantemente representam papéis, buscando agradar e impressionar, revelando a fragilidade das identidades construídas sobre aparências e expectativas. A busca desesperada de Colin pelo “knack” – a habilidade de conquistar as mulheres – o leva a questionar seus próprios valores e a confrontar a superficialidade das relações interpessoais. O conceito de “vontade de poder” de Nietzsche encontra um eco sutil na trama, à medida que os personagens lutam para dominar e controlar suas interações, buscando afirmar sua individualidade em um contexto social cada vez mais competitivo.


Descubra mais sobre Café Comité

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe uma resposta

Comments (

0

)

Descubra mais sobre Românticos Radicais

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading