
Em um mergulho corajoso e cirúrgico, Furio Jesi desvenda a essência da “cultura de direita”, não como mera categoria política, mas como um intrincado universo simbólico e mitológico. Longe de uma análise superficial, Jesi nos convida a confrontar as raízes profundas, muitas vezes irracionais e ocultas, que nutrem a direita histórica e suas metamorfoses contemporâneas. Ele dissecou os rituais, os mitos fundadores e os códigos não-ditos que forjam sua identidade, revelando como a nostalgia de uma ordem perdida, o culto à autoridade e o medo do “outro” são manipulados para construir um arcabouço ideológico aparentemente inabalável.
Esta obra seminal não se limita a descrever; ela denuncia. Denuncia a engenhosidade com que o conservadorismo mais radical se reveste de normalidade, a forma como a tradição é inventada e a história, reescrita para legitimar hierarquias e exclusões. Jesi ilumina a zona cinzenta onde o pensamento se dissolve em slogan, e a complexidade humana é reduzida a categorias binárias de “nós” contra “eles”. Com a acuidade de um arqueólogo das ideias e a sensibilidade de um mitólogo, Jesi nos entrega uma ferramenta indispensável para compreender não apenas “o que” a direita pensa, mas “como” ela opera, “como” seduz e “como” perpetua sua influência. É um alerta atemporal contra a sedução do autoritarismo e a fragilidade da razão diante do apelo das paixões e dos símbolos.
“Cultura de direita” está à venda no site da Âyiné.








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