
Em algum momento recente, o sexo deixou de ser o ápice da intimidade e foi discretamente substituído por coisas muito menos espetaculares
Num mundo em que as pessoas trabalham doze horas por dia, treinam pesado, fazem cursos, pós-graduação e tratam a própria vida como um projeto permanente de aperfeiçoamento, talvez a verdadeira novidade do nosso tempo seja a dificuldade crescente de suportar o pequeno trabalho emocional que qualquer amor inevitavelmente exige
Conversas incríveis, encontros que nunca acontecem e uma cidade inteira dizendo que está tudo bem
Belo Horizonte se tornou uma cidade confortável demais para quem não aceita conforto como projeto de vida. A falta de mobilidade, a vida cultural sem risco e a satisfação orgulhosa com os próprios limites transformaram o que um dia foi conquista em contenção. Desapaixonar-se foi inevitável.
Enquanto outras crenças ruem, a beleza se mantém como lei silenciosa da espécie. É privilégio, é moeda, é capital social
Vivemos um tempo de fronteiras borradas: crianças empurradas para a vida adulta antes da hora e adultos que recusam o peso de amadurecer
Em meio ao domínio do techno na noite de BH, a Rasga mostra que o pop ainda é linguagem de pertencimento e celebração queer
O discurso politizado virou arma contra os próprios gays, em nome de causas que deveriam incluí-los, não rejeitá-los
O deslize de Mellody no segundo episódio da segunda temporada de Drag Race Brasil reacendeu uma velha mania de hierarquizar dores dentro da sigla
O debate sobre hipersexualização promete proteger corpos da objetificação, mas esbarra em fronteiras borradas de gosto, mercado e moral. Quem arbitra o “excesso” acaba ditando uma nova forma de censura
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