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Filme: “Network – A Sétima Rede”(1976), Sidney Lumet

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Em um dos mergulhos mais ácidos e premonitórios na natureza da mídia, ‘Network – A Sétima Rede’, de Sidney Lumet, explode na tela com uma força que reverbera décadas após seu lançamento. A trama se desenrola quando Howard Beale (Peter Finch, em performance icônica), um âncora veterano, é demitido e decide anunciar sua própria morte ao vivo. O que se segue não é o fim de sua carreira, mas o nascimento de um novo tipo de estrela: o “profeta enlouquecido das ondas”, cujo surto psicótico televisionado se torna o maior fenômeno de audiência do país.

Diana Christensen (Faye Dunaway), uma executiva ambiciosa com um olhar clínico para o sensacionalismo, enxerga ouro nessa imprevisibilidade. Ela é a personificação da máquina televisiva que, faminta por números, não hesita em explorar cada nervo exposto da psique humana. Diana transforma os berros de Beale em um espetáculo sem precedentes, culminando na criação de programas que celebram o grotesco e o entretenimento puro, diluindo completamente a linha entre notícia e show.

Enquanto isso, Max Schumacher (William Holden), o amigo e colega de Beale, representa a velha guarda, lutando para manter um fiapo de integridade num cenário de degradação moral vertiginosa. O filme explora a mercantilização do sofrimento, a fome insaciável da audiência por narrativas cada vez mais chocantes e a ascensão do corporativismo desenfreado, onde fusões e aquisições moldam o conteúdo de maneira implacável.

Lumet e o roteirista Paddy Chayefsky tecem uma crítica mordaz que transcende sua era, mantendo-se assustadoramente premonitório em sua dissecação da cultura de tabloides, da ascensão da “realidade” na TV e da manipulação da opinião pública. ‘Network – A Sétima Rede’ é um filme satírico que continua a provocar, divertir e alertar, fazendo o público questionar não apenas o que está sendo exibido na televisão, mas por que estamos assistindo. Uma obra essencial para entender a evolução (ou involução) da mídia moderna e a nossa própria relação com ela, provando ser um clássico atemporal que dialoga com a cultura pop contemporânea.

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Em um dos mergulhos mais ácidos e premonitórios na natureza da mídia, ‘Network – A Sétima Rede’, de Sidney Lumet, explode na tela com uma força que reverbera décadas após seu lançamento. A trama se desenrola quando Howard Beale (Peter Finch, em performance icônica), um âncora veterano, é demitido e decide anunciar sua própria morte ao vivo. O que se segue não é o fim de sua carreira, mas o nascimento de um novo tipo de estrela: o “profeta enlouquecido das ondas”, cujo surto psicótico televisionado se torna o maior fenômeno de audiência do país.

Diana Christensen (Faye Dunaway), uma executiva ambiciosa com um olhar clínico para o sensacionalismo, enxerga ouro nessa imprevisibilidade. Ela é a personificação da máquina televisiva que, faminta por números, não hesita em explorar cada nervo exposto da psique humana. Diana transforma os berros de Beale em um espetáculo sem precedentes, culminando na criação de programas que celebram o grotesco e o entretenimento puro, diluindo completamente a linha entre notícia e show.

Enquanto isso, Max Schumacher (William Holden), o amigo e colega de Beale, representa a velha guarda, lutando para manter um fiapo de integridade num cenário de degradação moral vertiginosa. O filme explora a mercantilização do sofrimento, a fome insaciável da audiência por narrativas cada vez mais chocantes e a ascensão do corporativismo desenfreado, onde fusões e aquisições moldam o conteúdo de maneira implacável.

Lumet e o roteirista Paddy Chayefsky tecem uma crítica mordaz que transcende sua era, mantendo-se assustadoramente premonitório em sua dissecação da cultura de tabloides, da ascensão da “realidade” na TV e da manipulação da opinião pública. ‘Network – A Sétima Rede’ é um filme satírico que continua a provocar, divertir e alertar, fazendo o público questionar não apenas o que está sendo exibido na televisão, mas por que estamos assistindo. Uma obra essencial para entender a evolução (ou involução) da mídia moderna e a nossa própria relação com ela, provando ser um clássico atemporal que dialoga com a cultura pop contemporânea.

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