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Filme: “O Conformista” (1970), Bernardo Bertolucci

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Marcello Clerici, um burocrata romano com um passado sombrio, anseia pela normalidade. Em plena ascensão do fascismo, ele vê na adesão ao partido a chave para apagar as sombras da infância e construir uma vida burguesa e respeitável ao lado da jovem e ingênua Giulia. Sua busca obsessiva pela conformidade o leva a aceitar uma missão sinistra: assassinar o professor Quadri, seu antigo mentor e um notório antifascista exilado em Paris.

A viagem para a capital francesa se transforma em uma espiral de dilemas morais e tensões sexuais. Marcello se envolve com Anna, a sensual e enigmática esposa de Quadri, enquanto a trama política se entrelaça com desejos reprimidos e a busca desesperada por uma identidade que lhe escapa. A arquitetura monumental de Roma e a atmosfera elegante de Paris contrastam com a crescente sensação de desconforto de Marcello, aprisionado em uma teia de lealdades ambíguas e responsabilidades terríveis. Bertolucci tece uma narrativa visualmente deslumbrante, onde a luz e a sombra refletem a ambivalência do protagonista e a corrupção moral que permeia a sociedade. O filme explora a ideia de “banalidade do mal”, conceito cunhado por Hannah Arendt, demonstrando como indivíduos comuns podem se tornar cúmplices de atrocidades em busca de aceitação e segurança.

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Marcello Clerici, um burocrata romano com um passado sombrio, anseia pela normalidade. Em plena ascensão do fascismo, ele vê na adesão ao partido a chave para apagar as sombras da infância e construir uma vida burguesa e respeitável ao lado da jovem e ingênua Giulia. Sua busca obsessiva pela conformidade o leva a aceitar uma missão sinistra: assassinar o professor Quadri, seu antigo mentor e um notório antifascista exilado em Paris.

A viagem para a capital francesa se transforma em uma espiral de dilemas morais e tensões sexuais. Marcello se envolve com Anna, a sensual e enigmática esposa de Quadri, enquanto a trama política se entrelaça com desejos reprimidos e a busca desesperada por uma identidade que lhe escapa. A arquitetura monumental de Roma e a atmosfera elegante de Paris contrastam com a crescente sensação de desconforto de Marcello, aprisionado em uma teia de lealdades ambíguas e responsabilidades terríveis. Bertolucci tece uma narrativa visualmente deslumbrante, onde a luz e a sombra refletem a ambivalência do protagonista e a corrupção moral que permeia a sociedade. O filme explora a ideia de “banalidade do mal”, conceito cunhado por Hannah Arendt, demonstrando como indivíduos comuns podem se tornar cúmplices de atrocidades em busca de aceitação e segurança.

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