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Filme: “Perdidos na Noite” (1969), John Schlesinger

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Joe Buck, um jovem caubói texano ingênuo e atraente, abandona a aridez do seu estado natal em busca de fortuna e satisfação sexual na Nova York fervilhante do final dos anos 60. Convencido de que seu charme rústico e físico atlético o transformarão em um garanhão irresistível para as damas da alta sociedade, Joe logo descobre que a selva de pedra é bem diferente dos rodeios que ele conhecia.

Sua fantasia de gigolô se desfaz rapidamente, e ele se vê perdido em meio a golpistas e aproveitadores. É nesse submundo que cruza o caminho de Enrico “Ratso” Rizzo, um vigarista de rua italiano, raquítico e doente, que sonha em escapar do inverno implacável de Nova York e buscar o sol da Flórida.

A improvável dupla forma uma aliança tênue, movida pela necessidade mútua e por uma crescente, embora ambígua, afeição. Joe e Ratso se tornam dependentes um do outro, compartilhando pequenos golpes, refeições escassas e um quarto imundo. A jornada deles é uma descida gradual à miséria e à desesperança, mas também um retrato pungente da solidão e da busca por conexão humana em uma metrópole impessoal. A premissa, que ecoa o existencialismo sartreano, questiona a autenticidade da existência humana em um mundo que frequentemente nos reduz a meros objetos de desejo e exploração. A decadência física de Ratso, contrastando com a vitalidade murchando de Joe, serve como um lembrete constante da fragilidade da vida e da inevitabilidade da morte. A Flórida, o destino final almejado, permanece uma miragem, um símbolo da inatingível felicidade.

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Joe Buck, um jovem caubói texano ingênuo e atraente, abandona a aridez do seu estado natal em busca de fortuna e satisfação sexual na Nova York fervilhante do final dos anos 60. Convencido de que seu charme rústico e físico atlético o transformarão em um garanhão irresistível para as damas da alta sociedade, Joe logo descobre que a selva de pedra é bem diferente dos rodeios que ele conhecia.

Sua fantasia de gigolô se desfaz rapidamente, e ele se vê perdido em meio a golpistas e aproveitadores. É nesse submundo que cruza o caminho de Enrico “Ratso” Rizzo, um vigarista de rua italiano, raquítico e doente, que sonha em escapar do inverno implacável de Nova York e buscar o sol da Flórida.

A improvável dupla forma uma aliança tênue, movida pela necessidade mútua e por uma crescente, embora ambígua, afeição. Joe e Ratso se tornam dependentes um do outro, compartilhando pequenos golpes, refeições escassas e um quarto imundo. A jornada deles é uma descida gradual à miséria e à desesperança, mas também um retrato pungente da solidão e da busca por conexão humana em uma metrópole impessoal. A premissa, que ecoa o existencialismo sartreano, questiona a autenticidade da existência humana em um mundo que frequentemente nos reduz a meros objetos de desejo e exploração. A decadência física de Ratso, contrastando com a vitalidade murchando de Joe, serve como um lembrete constante da fragilidade da vida e da inevitabilidade da morte. A Flórida, o destino final almejado, permanece uma miragem, um símbolo da inatingível felicidade.

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