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Filme: “O Longo Adeus” (1973), Robert Altman

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Robert Altman reinventa o detetive particular Philip Marlowe em “O Longo Adeus”, um filme noir solto e ensolarado ambientado na Los Angeles dos anos 70. Elliott Gould, com seu charme desleixado e eterno cigarro pendurado na boca, encarna um Marlowe deslocado, um anacronismo vagando por um mundo de ioga, comunidades hippies e violência disfarçada de glamour. A trama, aparentemente simples, acompanha Marlowe enquanto ele tenta ajudar um amigo, Terry Lennox, acusado de assassinar a esposa. Lennox desaparece, e Marlowe, envolvido em uma teia de mentiras e traições, se torna o principal suspeito.

Altman subverte as convenções do gênero, diluindo a atmosfera sombria com um humor irônico e uma trilha sonora repetitiva que ecoa o estado de espírito do protagonista: um eterno retorno do mesmo, uma busca incessante pela verdade em um universo onde a moralidade é fluida e as aparências enganam. O filme questiona a própria noção de heroísmo. Marlowe não é um justiceiro implacável, mas sim um homem de princípios, talvez ingênuo, que se apega a um código de honra arcaico em um mundo que o considera obsoleto. Ele é uma figura solitária, um observador passivo que se vê arrastado para um conflito que não compreende totalmente, mas que se sente obrigado a resolver, mesmo que isso signifique confrontar a sua própria obsolescência.

A narrativa, menos focada na resolução do mistério e mais na jornada existencial de Marlowe, explora a alienação e a busca por autenticidade em uma sociedade superficial. O final ambíguo, chocante para alguns, libertador para outros, ressoa com a filosofia do absurdo: a busca por sentido em um mundo inerentemente sem sentido. “O Longo Adeus” não é apenas um filme noir, é um estudo de personagem, uma crítica social e, acima de tudo, uma reflexão sobre a solidão e a inevitável decadência dos ideais.

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Robert Altman reinventa o detetive particular Philip Marlowe em “O Longo Adeus”, um filme noir solto e ensolarado ambientado na Los Angeles dos anos 70. Elliott Gould, com seu charme desleixado e eterno cigarro pendurado na boca, encarna um Marlowe deslocado, um anacronismo vagando por um mundo de ioga, comunidades hippies e violência disfarçada de glamour. A trama, aparentemente simples, acompanha Marlowe enquanto ele tenta ajudar um amigo, Terry Lennox, acusado de assassinar a esposa. Lennox desaparece, e Marlowe, envolvido em uma teia de mentiras e traições, se torna o principal suspeito.

Altman subverte as convenções do gênero, diluindo a atmosfera sombria com um humor irônico e uma trilha sonora repetitiva que ecoa o estado de espírito do protagonista: um eterno retorno do mesmo, uma busca incessante pela verdade em um universo onde a moralidade é fluida e as aparências enganam. O filme questiona a própria noção de heroísmo. Marlowe não é um justiceiro implacável, mas sim um homem de princípios, talvez ingênuo, que se apega a um código de honra arcaico em um mundo que o considera obsoleto. Ele é uma figura solitária, um observador passivo que se vê arrastado para um conflito que não compreende totalmente, mas que se sente obrigado a resolver, mesmo que isso signifique confrontar a sua própria obsolescência.

A narrativa, menos focada na resolução do mistério e mais na jornada existencial de Marlowe, explora a alienação e a busca por autenticidade em uma sociedade superficial. O final ambíguo, chocante para alguns, libertador para outros, ressoa com a filosofia do absurdo: a busca por sentido em um mundo inerentemente sem sentido. “O Longo Adeus” não é apenas um filme noir, é um estudo de personagem, uma crítica social e, acima de tudo, uma reflexão sobre a solidão e a inevitável decadência dos ideais.

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