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Filme: “Vício Inerente” (2014), Paul Thomas Anderson

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Doc Sportello, detetive particular de Los Angeles com um apreço inegável por erva, se vê tragado de volta à teia nebulosa da sua antiga vida quando Shasta Fay Hepworth, sua ex-namorada, ressurge com uma história rocambolesca. Ela alega estar envolvida numa trama que envolve um magnata do ramo imobiliário desaparecido, um saxofonista viciado em heroína e uma organização misteriosa chamada Golden Fang.

Sob o sol inclemente da Califórnia, Doc, um sujeito que flutua entre o relaxamento zen e a paranoia aguda, mergulha numa investigação que desafia a lógica linear. Ele cruza o caminho de surfistas zen-budistas, dentistas com inclinações sinistras e policiais com métodos pouco ortodoxos, como o detetive Christian “Bigfoot” Bjornsen, um brutamontes com um apetite insaciável por frozen bananas e uma aversão curiosa pela contracultura.

O que se inicia como um caso de desaparecimento transforma-se numa odisseia psicodélica através da paisagem social fraturada da América do início dos anos 70. A paranoia pós-Manson paira no ar enquanto Doc tenta juntar as peças de um quebra-cabeças fragmentado, onde a verdade se esconde sob camadas de engano, alucinações e conspirações empresariais. Paul Thomas Anderson, inspirado na obra de Thomas Pynchon, oferece não propriamente uma narrativa com princípio, meio e fim, mas uma espécie de “fluxo de consciência” cinematográfico, um retrato onde a própria busca pela verdade se torna uma jornada de autodescoberta, ou, talvez, de total confusão existencial, um mergulho no niilismo californiano. O filme, ao evitar conclusões fáceis, propõe que a ordem, tal como a concebemos, é uma ilusão frágil.

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Doc Sportello, detetive particular de Los Angeles com um apreço inegável por erva, se vê tragado de volta à teia nebulosa da sua antiga vida quando Shasta Fay Hepworth, sua ex-namorada, ressurge com uma história rocambolesca. Ela alega estar envolvida numa trama que envolve um magnata do ramo imobiliário desaparecido, um saxofonista viciado em heroína e uma organização misteriosa chamada Golden Fang.

Sob o sol inclemente da Califórnia, Doc, um sujeito que flutua entre o relaxamento zen e a paranoia aguda, mergulha numa investigação que desafia a lógica linear. Ele cruza o caminho de surfistas zen-budistas, dentistas com inclinações sinistras e policiais com métodos pouco ortodoxos, como o detetive Christian “Bigfoot” Bjornsen, um brutamontes com um apetite insaciável por frozen bananas e uma aversão curiosa pela contracultura.

O que se inicia como um caso de desaparecimento transforma-se numa odisseia psicodélica através da paisagem social fraturada da América do início dos anos 70. A paranoia pós-Manson paira no ar enquanto Doc tenta juntar as peças de um quebra-cabeças fragmentado, onde a verdade se esconde sob camadas de engano, alucinações e conspirações empresariais. Paul Thomas Anderson, inspirado na obra de Thomas Pynchon, oferece não propriamente uma narrativa com princípio, meio e fim, mas uma espécie de “fluxo de consciência” cinematográfico, um retrato onde a própria busca pela verdade se torna uma jornada de autodescoberta, ou, talvez, de total confusão existencial, um mergulho no niilismo californiano. O filme, ao evitar conclusões fáceis, propõe que a ordem, tal como a concebemos, é uma ilusão frágil.

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