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Filme: “101 Dálmatas” (1961), Clyde Geronimi, Hamilton Luske, Wolfgang Reitherman

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O filme ‘101 Dálmatas’, dirigido por Clyde Geronimi, Hamilton Luske e Wolfgang Reitherman, mergulha na idílica Londres dos anos 1960 para apresentar a tranquila vida do compositor Roger Radcliffe e seu dálmata Pongo. A rotina pacata, que inclui os passeios de Pongo no parque onde conhece a adorável Perdita e sua tutora Anita, logo cede lugar a um lar ruidoso e transbordante de alegria com o nascimento de quinze filhotes de dálmatas. Essa nova dinâmica familiar, no entanto, é abruptamente interrompida pela figura imponente e descontrolada de Cruella de Vil, uma antiga colega de escola de Anita e uma verdadeira personificação da extravagância destrutiva.

Cruella, consumida por uma obsessão singular por casacos de pele, vê nos dálmatas jovens a matéria-prima perfeita para seus desígnios macabros. Sua proposta de compra dos filhotes é prontamente recusada por Roger, o que a leva a orquestrar um sequestro audacioso, com a ajuda de capangas inelegantes, transformando a casa dos Radcliffe em um palco de desespero. O desaparecimento dos filhotes desencadeia uma jornada incomum para Pongo e Perdita. Eles não se limitam a lamentar, mas assumem o papel de pais determinados, utilizando uma intrincada rede de comunicação canina, o Latido Crepuscular, para mobilizar animais por toda a Inglaterra. Essa mobilização revela uma solidariedade inesperada entre espécies, culminando numa notável operação de resgate que se estende por quilômetros de paisagens gélidas.

A narrativa, mais do que um conto sobre o embate entre o bem e o mal, explora a incansável persistência do vínculo familiar e a potência da ação coletiva. A figura de Cruella é menos uma pessoa e mais um conceito: a voracidade desmedida, um hedonismo levado ao extremo da desumanização, que se choca com a simplicidade e a resiliência do afeto genuíno. A jornada dos dálmatas, que crescem em número à medida que resgatam outros filhotes de dálmatas também sequestrados, coloca em xeque a ideia de vulnerabilidade. A capacidade de agir e moldar o próprio destino, mesmo diante de forças aparentemente invencíveis, emerge como um tema central. O filme, pioneiro na utilização da técnica de xerografia na animação, presenteia o espectador com um estilo visual distintivo, que confere um traço mais rústico e dinâmico, realçando a urgência da perseguição e a expressividade dos personagens. É uma aventura vertiginosa, permeada por um senso de humor britânico, que mantém o público envolvido na fuga desesperada e no engenhoso plano de retorno, consolidando seu lugar como uma peça fundamental na história da animação, com uma trama que transcende a simplicidade inicial para tocar em questões de perseverança e comunidade.

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O filme ‘101 Dálmatas’, dirigido por Clyde Geronimi, Hamilton Luske e Wolfgang Reitherman, mergulha na idílica Londres dos anos 1960 para apresentar a tranquila vida do compositor Roger Radcliffe e seu dálmata Pongo. A rotina pacata, que inclui os passeios de Pongo no parque onde conhece a adorável Perdita e sua tutora Anita, logo cede lugar a um lar ruidoso e transbordante de alegria com o nascimento de quinze filhotes de dálmatas. Essa nova dinâmica familiar, no entanto, é abruptamente interrompida pela figura imponente e descontrolada de Cruella de Vil, uma antiga colega de escola de Anita e uma verdadeira personificação da extravagância destrutiva.

Cruella, consumida por uma obsessão singular por casacos de pele, vê nos dálmatas jovens a matéria-prima perfeita para seus desígnios macabros. Sua proposta de compra dos filhotes é prontamente recusada por Roger, o que a leva a orquestrar um sequestro audacioso, com a ajuda de capangas inelegantes, transformando a casa dos Radcliffe em um palco de desespero. O desaparecimento dos filhotes desencadeia uma jornada incomum para Pongo e Perdita. Eles não se limitam a lamentar, mas assumem o papel de pais determinados, utilizando uma intrincada rede de comunicação canina, o Latido Crepuscular, para mobilizar animais por toda a Inglaterra. Essa mobilização revela uma solidariedade inesperada entre espécies, culminando numa notável operação de resgate que se estende por quilômetros de paisagens gélidas.

A narrativa, mais do que um conto sobre o embate entre o bem e o mal, explora a incansável persistência do vínculo familiar e a potência da ação coletiva. A figura de Cruella é menos uma pessoa e mais um conceito: a voracidade desmedida, um hedonismo levado ao extremo da desumanização, que se choca com a simplicidade e a resiliência do afeto genuíno. A jornada dos dálmatas, que crescem em número à medida que resgatam outros filhotes de dálmatas também sequestrados, coloca em xeque a ideia de vulnerabilidade. A capacidade de agir e moldar o próprio destino, mesmo diante de forças aparentemente invencíveis, emerge como um tema central. O filme, pioneiro na utilização da técnica de xerografia na animação, presenteia o espectador com um estilo visual distintivo, que confere um traço mais rústico e dinâmico, realçando a urgência da perseguição e a expressividade dos personagens. É uma aventura vertiginosa, permeada por um senso de humor britânico, que mantém o público envolvido na fuga desesperada e no engenhoso plano de retorno, consolidando seu lugar como uma peça fundamental na história da animação, com uma trama que transcende a simplicidade inicial para tocar em questões de perseverança e comunidade.

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