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Filme: “Sidewalls” (2011), Gustavo Taretto

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Sidewalls, o novo filme de Gustavo Taretto, nos apresenta um jogo de xadrez humano, onde as peças são indivíduos à deriva em Buenos Aires. A trama se desenvolve em torno de um grupo de personagens cujas vidas, aparentemente desconexas, se entrelaçam de forma inesperada, revelando uma teia de segredos e conexões que desafiam a superficialidade da cidade. A câmera de Taretto se move com a agilidade de um rato pelas ruas e becos, captando a atmosfera claustrofóbica e a vibrante energia da capital argentina. Não há grandes momentos de ação, mas sim uma crescente tensão que se instala na alma do espectador, construída através de diálogos incisivos e atuações contidas.

A narrativa, fragmentada e não linear, reflete a própria natureza fragmentada das existências retratadas. A busca por significado, a ilusão de controle e a inevitabilidade do acaso permeiam as escolhas dos personagens, conduzindo-os por um caminho sem um destino previamente definido. Essa construção narrativa, que pode ser lida como uma metáfora da própria existência humana – com seu livre arbítrio aprisionado pelas circunstâncias – , é o ponto forte do filme. A ausência de um arco narrativo tradicional, com início, meio e fim claramente demarcados, não é uma falha, mas sim uma escolha estética que amplia a experiência cinematográfica. O final, aberto a múltiplas interpretações, reforça essa sensação de imprevisibilidade que a vida, muitas vezes, impõe a nós. A fotografia, rica em nuances, captura com precisão a beleza melancólica da cidade, tornando-se um personagem crucial na narrativa. Sidewalls, portanto, se destaca não pela grandiosidade, mas pela sua sutileza e pela capacidade de explorar a condição humana de forma inteligente e perspicaz. É uma obra que recompensa a atenção do espectador com reflexões sobre a liberdade, o destino e a busca incessante pelo sentido de nossas vidas. Um filme argentino para se assistir e discutir.

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Sidewalls, o novo filme de Gustavo Taretto, nos apresenta um jogo de xadrez humano, onde as peças são indivíduos à deriva em Buenos Aires. A trama se desenvolve em torno de um grupo de personagens cujas vidas, aparentemente desconexas, se entrelaçam de forma inesperada, revelando uma teia de segredos e conexões que desafiam a superficialidade da cidade. A câmera de Taretto se move com a agilidade de um rato pelas ruas e becos, captando a atmosfera claustrofóbica e a vibrante energia da capital argentina. Não há grandes momentos de ação, mas sim uma crescente tensão que se instala na alma do espectador, construída através de diálogos incisivos e atuações contidas.

A narrativa, fragmentada e não linear, reflete a própria natureza fragmentada das existências retratadas. A busca por significado, a ilusão de controle e a inevitabilidade do acaso permeiam as escolhas dos personagens, conduzindo-os por um caminho sem um destino previamente definido. Essa construção narrativa, que pode ser lida como uma metáfora da própria existência humana – com seu livre arbítrio aprisionado pelas circunstâncias – , é o ponto forte do filme. A ausência de um arco narrativo tradicional, com início, meio e fim claramente demarcados, não é uma falha, mas sim uma escolha estética que amplia a experiência cinematográfica. O final, aberto a múltiplas interpretações, reforça essa sensação de imprevisibilidade que a vida, muitas vezes, impõe a nós. A fotografia, rica em nuances, captura com precisão a beleza melancólica da cidade, tornando-se um personagem crucial na narrativa. Sidewalls, portanto, se destaca não pela grandiosidade, mas pela sua sutileza e pela capacidade de explorar a condição humana de forma inteligente e perspicaz. É uma obra que recompensa a atenção do espectador com reflexões sobre a liberdade, o destino e a busca incessante pelo sentido de nossas vidas. Um filme argentino para se assistir e discutir.

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