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Filme: “Phenomena” (1985), Dario Argento

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Dario Argento apresenta em ‘Phenomena’ uma experiência cinematográfica que navega entre o onírico e o grotesco, estabelecendo uma trama onde o macabro encontra o fantástico. A história introduz Jennifer Corvino, uma jovem americana enviada para um internato de luxo na Suíça. Logo ao chegar, Jennifer se vê em meio a uma série de assassinatos brutais que aterrorizam a região, com garotas sendo vítimas de um perpetrador implacável. Paralelamente, ela descobre possuir uma habilidade singular: uma comunicação telepática com insetos, uma faculdade que se manifesta de forma intensa e muitas vezes incontrolável, especialmente durante seus episódios de sonambulismo.

A protagonista, dotada dessa conexão peculiar com o mundo entomológico, sente-se inexplicavelmente atraída pelo mistério dos crimes. Ela encontra um improvável aliado no Dr. McGregor, um entomologista forense renomado, paraplégico, cuja perspicácia e métodos não convencionais são auxiliados por um chimpanzé treinada. Juntos, ou cada um à sua maneira, eles se aprofundam na busca pelo assassino, usando a biologia dos insetos como um mapa para desvendar os horrores que se escondem por trás da paisagem idílica dos Alpes suíços. O filme de terror se desenrola com a investigação cada vez mais estranha, explorando a natureza do medo e da percepção.

Argento tece um suspense que explora o contraste entre a beleza natural e a barbárie humana, saturando a tela com uma paleta de cores vívidas, característica de seu estilo giallo. O uso de insetos transcende a mera ferramenta de investigação; eles se tornam testemunhas silenciosas, guias macabros e, por vezes, instrumentos de um terror visceral. ‘Phenomena’ mergulha na ideia de que a realidade se manifesta de maneiras que vão além da compreensão humana padrão, onde o que é repulsivo para uns pode ser revelador para outros. De certa forma, o filme tangencia o conceito de *Umwelt*, a percepção particular do mundo por cada organismo, ilustrando como a habilidade de Jennifer lhe permite um acesso a uma camada da existência que o senso comum ignora. A narrativa se inclina para o sobrenatural e o fantástico, mantendo o espectador em um estado de desorientação calculado, onde a lógica cede lugar a uma atmosfera de pesadelo vívido. ‘Phenomena’ continua a ser uma obra notável no gênero, um exemplo da capacidade do cineasta de entrelaçar o belo e o grotesco em uma visão única de horror psicológico.

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Dario Argento apresenta em ‘Phenomena’ uma experiência cinematográfica que navega entre o onírico e o grotesco, estabelecendo uma trama onde o macabro encontra o fantástico. A história introduz Jennifer Corvino, uma jovem americana enviada para um internato de luxo na Suíça. Logo ao chegar, Jennifer se vê em meio a uma série de assassinatos brutais que aterrorizam a região, com garotas sendo vítimas de um perpetrador implacável. Paralelamente, ela descobre possuir uma habilidade singular: uma comunicação telepática com insetos, uma faculdade que se manifesta de forma intensa e muitas vezes incontrolável, especialmente durante seus episódios de sonambulismo.

A protagonista, dotada dessa conexão peculiar com o mundo entomológico, sente-se inexplicavelmente atraída pelo mistério dos crimes. Ela encontra um improvável aliado no Dr. McGregor, um entomologista forense renomado, paraplégico, cuja perspicácia e métodos não convencionais são auxiliados por um chimpanzé treinada. Juntos, ou cada um à sua maneira, eles se aprofundam na busca pelo assassino, usando a biologia dos insetos como um mapa para desvendar os horrores que se escondem por trás da paisagem idílica dos Alpes suíços. O filme de terror se desenrola com a investigação cada vez mais estranha, explorando a natureza do medo e da percepção.

Argento tece um suspense que explora o contraste entre a beleza natural e a barbárie humana, saturando a tela com uma paleta de cores vívidas, característica de seu estilo giallo. O uso de insetos transcende a mera ferramenta de investigação; eles se tornam testemunhas silenciosas, guias macabros e, por vezes, instrumentos de um terror visceral. ‘Phenomena’ mergulha na ideia de que a realidade se manifesta de maneiras que vão além da compreensão humana padrão, onde o que é repulsivo para uns pode ser revelador para outros. De certa forma, o filme tangencia o conceito de *Umwelt*, a percepção particular do mundo por cada organismo, ilustrando como a habilidade de Jennifer lhe permite um acesso a uma camada da existência que o senso comum ignora. A narrativa se inclina para o sobrenatural e o fantástico, mantendo o espectador em um estado de desorientação calculado, onde a lógica cede lugar a uma atmosfera de pesadelo vívido. ‘Phenomena’ continua a ser uma obra notável no gênero, um exemplo da capacidade do cineasta de entrelaçar o belo e o grotesco em uma visão única de horror psicológico.

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