Desde que foi divulgada a notícia de que o selo de verificação do Twitter deixaria de ser um símbolo atribuído à poucas pessoas de forma gratuita, como um reconhecimento da notoriedade, e passaria a ser disponível a todos que se tornarem assinantes do Twitter Blue, os inteligentinhos da Internet vêm fazendo bastante barulho.
As justificativas da revolta é que a democratização do selo de verificado irá ajudar na propagação de fake news e que o recurso, agora pago, irá enriquecer ainda mais um bilionário.
Com um certo esforço consigo até entender a primeira justificativa, mas há muito tempo o selo de verificação deixou de ser um símbolo de pessoas notórias e influentes e passou a ser um presente dado àquelas pessoas que se alinham com a agenda política da antiga equipe do Twitter. Prova disso é que Rodrigo Constantino e o finado Olavo de Carvalho, dois caras que eu nunca fui simpático, jamais tiveram o selo de verificado. É forçar a barra negar a influência que eles possuem.
Por outro lado, existem várias personalidades desconhecidas que possuíam o selo, muitos jornalistas da esquerda, e intelectuais como Marcia Tiburi, que foi uma máquina (ainda bem) de fake news nas eleições para derrotar Bolsonaro. Portanto, qual o ponto? O selo de verificação sempre foi um presente da turma, nunca com o objetivo de indicar uma fonte confiável.
Já sobre “dar mais dinheiro a um bilionário”, não faz sentido se pararmos para analisar que quem tem esse discurso tem celular, roupas e tênis de marcas famosas, que possuem preços bem inacessíveis para a maioria das pessoas. Os donos da Apple, da Adidas e da Vans também são bilionários, e não existe esse discurso para parar de consumir os produtos por conta disso.
Assim como tudo hoje em dia, o debate do selo de verificação foi para o lado da virtude, com pessoas atacando aqueles que assinaram o Twitter Blue, como se fossem traidores, ou algo do tipo.
É uma conversa nebulosa porque para mim o Twitter Blue é como um Google Ads, que promete te dar mais visibilidade na Internet em troca de uma quantia em dinheiro. O próprio Twitter Blue descreve isso em seus benefícios, dizendo que os assinantes são mais encontrados nas buscas. Portanto, eu não vejo problema nenhum se alguém assinar porque tem uma empresa, um projeto, ou quer divulgar algum trabalho.
Como uso bastante o Twitter, esse assunto estava tomando tanto espaço na timeline que começou a me irritar. Assinei o Twitter Blue porque estava curioso pelos benefícios mas também porque queria me despedir daqueles que acham um crime assinar uma funcionalidade das redes sociais. Foi dito e feito, senti que algumas pessoas se foram. Na Internet existe uma dinâmica que você pode dizer mil coisas que as pessoas concordam e elas irão te amar, mas caso diga uma que elas não aprovam então elas te deixarão de seguir. É inevitável.









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