Nunca imaginei que um dia eu fosse escrever nesse espaço sobre o Luva de Pedreiro. Mas aconteceu.
Com a notícia de que a HBO está produzindo um documentário sobre a vida do influencer, a Internet reagiu, como sempre, de forma negativa, pois para as pessoas, ninguém realmente merece o que tem.
As críticas partiram principalmente do núcleo progressista das redes sociais, onde as pessoas questionaram se Luva de Pedreiro merece ter um documentário, uma vez que ele só ficou famoso por falar “receba!”.
Mas uma crítica me chamou a atenção: trata-se de Ismeiow, uma drag queen fofoqueira de segunda prateleira, que postou no X “como é fácil viralizar sendo hétero né, imagina se fosse uma bixa falando receba? Ia ter levado uma lampadada”.
Perceba a tentativa de imputar um privilégio no Luva de Pedreiro, como se ele tivesse alguma vantagem sobre um LGBT. Acontece que o influencer nasceu no Brasil profundo, no interior do Nordeste, e tem esse apelido porque improvisava uma luva de pedreiro para jogar futebol como goleiro, antes da fama.
Provavelmente nem o próprio Luva de Pedreiro consegue explicar o que foi que aconteceu. Seus vídeos que viralizaram, sem a menor pretensão, o salvaram da pobreza.
Ver algum tipo de privilégio no Luva de Pedreiro beira à loucura. Não importa se ele é um homem, hétero, cis, o que seja. A pobreza é a maior opressora, e ela o esmagava.









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