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Filme: “Like Someone in Love” (2012), Abbas Kiarostami

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Em ‘Like Someone in Love’, Abbas Kiarostami tece uma complexa rede de relações em Tóquio, onde as fronteiras entre o afeto genuíno e as convenções sociais se tornam dolorosamente tênues. Akiko, uma jovem estudante que se prostitui ocasionalmente, é enviada para encontrar Takashi, um idoso professor universitário aposentado. O encontro, orquestrado por seu cafetão, prenuncia uma dinâmica inesperada.

O que emerge não é uma transação fria, mas um território emocional inexplorado. Takashi anseia por uma conexão paternal, oferecendo a Akiko um espaço de conforto e segurança, longe da exploração e da solidão. Ele a trata com uma delicadeza que contrasta brutalmente com a violência implícita em sua vida. Paralelamente, acompanhamos o namorado ciumento de Akiko, Noriaki, que a espera do lado de fora e que, ao encontrar Takashi, assume que este é seu avô. Essa confusão inicial deflagra uma série de equívocos e tensões crescentes.

Kiarostami explora a ideia de performatividade, como todos os personagens estão, de certa forma, representando papéis. Akiko representa a garota de programa, Takashi assume o papel de avô atencioso e Noriaki interpreta o namorado possessivo. Mas sob essas máscaras, vislumbramos vulnerabilidades profundas e a busca desesperada por autenticidade. O filme questiona se podemos realmente conhecer o outro e se o amor pode florescer em meio a tantas camadas de simulação. A ambiguidade do final, abrupto e inconcluso, ecoa a incerteza inerente às relações humanas, um reflexo da fluidez da identidade em um mundo cada vez mais complexo.

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Em ‘Like Someone in Love’, Abbas Kiarostami tece uma complexa rede de relações em Tóquio, onde as fronteiras entre o afeto genuíno e as convenções sociais se tornam dolorosamente tênues. Akiko, uma jovem estudante que se prostitui ocasionalmente, é enviada para encontrar Takashi, um idoso professor universitário aposentado. O encontro, orquestrado por seu cafetão, prenuncia uma dinâmica inesperada.

O que emerge não é uma transação fria, mas um território emocional inexplorado. Takashi anseia por uma conexão paternal, oferecendo a Akiko um espaço de conforto e segurança, longe da exploração e da solidão. Ele a trata com uma delicadeza que contrasta brutalmente com a violência implícita em sua vida. Paralelamente, acompanhamos o namorado ciumento de Akiko, Noriaki, que a espera do lado de fora e que, ao encontrar Takashi, assume que este é seu avô. Essa confusão inicial deflagra uma série de equívocos e tensões crescentes.

Kiarostami explora a ideia de performatividade, como todos os personagens estão, de certa forma, representando papéis. Akiko representa a garota de programa, Takashi assume o papel de avô atencioso e Noriaki interpreta o namorado possessivo. Mas sob essas máscaras, vislumbramos vulnerabilidades profundas e a busca desesperada por autenticidade. O filme questiona se podemos realmente conhecer o outro e se o amor pode florescer em meio a tantas camadas de simulação. A ambiguidade do final, abrupto e inconcluso, ecoa a incerteza inerente às relações humanas, um reflexo da fluidez da identidade em um mundo cada vez mais complexo.

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