Cultivando arte e cultura insurgentes


Crônica de uma estética para além do brega e do chique

Não é raro que as pessoas encontrem prazer na estética do cafona. É aquele toque de impróprio que, ao ser dosado com sabedoria, pode criar uma experiência única

Crônica de uma estética para além do brega e do chique

Não é raro que as pessoas encontrem prazer na estética do cafona. É aquele toque de impróprio que, ao ser dosado com sabedoria, pode criar uma experiência única

Avatar de Hernandes Matias Junior

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Num mundo que parece cada vez mais obcecado em delimitar a fronteira entre o brega e o chique, onde os apreciadores do kitsch travam batalhas verbais em busca da validação de seus gostos, eu me pego pensando sobre o ser cafona. É como se a cafona fosse a intrusa indesejada na festa do bom gosto, a desajeitada no baile da elegância, e, no entanto, ela parece ter um lugar especial em meu coração.

Não é raro que as pessoas encontrem prazer na estética do cafona. É aquele toque de impróprio que, ao ser dosado com sabedoria, pode criar uma experiência única. Lembro-me de certos jantares em que a toalha de plástico xadrez dividia espaço com uma cristaleira cheia de copos sofisticados, e a alegria era inegável. Talvez seja esse contraste que faz a vida ser mais interessante, como um filme que mescla drama e comédia.

Quando penso em ser cafona, não consigo evitar lembrar de algumas figuras icônicas do passado. O Elvis Presley de macacão branco e pompadour extravagante, alegremente dançando em um palco enquanto sua voz poderosa ecoa pelas almas. Ou as roupas exuberantes da era disco, onde o exagero reinava absoluto. Há algo de fascinante em como essas manifestações de cafona ultrapassaram os limites do tempo e se tornaram parte da cultura pop.

Mas o ser cafona vai muito além da moda. É uma atitude, um estilo de vida. É a casa com decoração exagerada, onde cada parede é uma obra de arte por si só, e os móveis parecem competir por atenção. É o carro que brilha com luzes neon e um som que faz tremer o asfalto. É o jardim com flamingos de plástico rosa choque que cumprimentam os visitantes com um sorriso zombeteiro.

Nesse mundo obcecado pela aparência, muitos se esforçam para estar sempre dentro do que é considerado “bom gosto”. Mas a verdade é que o cafona, com sua ousadia e falta de pretensão, pode ser libertador. Ele nos lembra que a vida é curta demais para se levar a sério o tempo todo.

Ser cafona não é sobre seguir as regras ou se preocupar com o que os outros pensam. É sobre abraçar o próprio gosto, por mais questionável que possa ser aos olhos da sociedade. É sobre dançar na chuva sem se importar com o que as pessoas vão dizer, ouvir aquela música brega que faz seu coração vibrar, e vestir roupas que te fazem se sentir fabuloso, mesmo que os críticos torçam o nariz.

E assim, nesse eterno baile da vida, a cafona tem seu lugar, desafiando a norma e nos lembrando de que o bom gosto é subjetivo. Afinal, o que é cafona para alguns pode ser maravilhosamente cafona para outros. É um lembrete de que a beleza está nos olhos de quem vê e que, às vezes, é preciso um toque de cafona para fazer a vida brilhar. Portanto, que viva o cafona, com todo o seu esplendor e extravagância, pois é nele que encontramos a verdadeira essência do ser humano, muitas vezes escondida sob camadas de pretensão. É na aceitação de nossa própria cafonice que podemos, enfim, celebrar nossa singularidade e autenticidade. E que maravilhoso.

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Num mundo que parece cada vez mais obcecado em delimitar a fronteira entre o brega e o chique, onde os apreciadores do kitsch travam batalhas verbais em busca da validação de seus gostos, eu me pego pensando sobre o ser cafona. É como se a cafona fosse a intrusa indesejada na festa do bom gosto, a desajeitada no baile da elegância, e, no entanto, ela parece ter um lugar especial em meu coração.

Não é raro que as pessoas encontrem prazer na estética do cafona. É aquele toque de impróprio que, ao ser dosado com sabedoria, pode criar uma experiência única. Lembro-me de certos jantares em que a toalha de plástico xadrez dividia espaço com uma cristaleira cheia de copos sofisticados, e a alegria era inegável. Talvez seja esse contraste que faz a vida ser mais interessante, como um filme que mescla drama e comédia.

Quando penso em ser cafona, não consigo evitar lembrar de algumas figuras icônicas do passado. O Elvis Presley de macacão branco e pompadour extravagante, alegremente dançando em um palco enquanto sua voz poderosa ecoa pelas almas. Ou as roupas exuberantes da era disco, onde o exagero reinava absoluto. Há algo de fascinante em como essas manifestações de cafona ultrapassaram os limites do tempo e se tornaram parte da cultura pop.

Mas o ser cafona vai muito além da moda. É uma atitude, um estilo de vida. É a casa com decoração exagerada, onde cada parede é uma obra de arte por si só, e os móveis parecem competir por atenção. É o carro que brilha com luzes neon e um som que faz tremer o asfalto. É o jardim com flamingos de plástico rosa choque que cumprimentam os visitantes com um sorriso zombeteiro.

Nesse mundo obcecado pela aparência, muitos se esforçam para estar sempre dentro do que é considerado “bom gosto”. Mas a verdade é que o cafona, com sua ousadia e falta de pretensão, pode ser libertador. Ele nos lembra que a vida é curta demais para se levar a sério o tempo todo.

Ser cafona não é sobre seguir as regras ou se preocupar com o que os outros pensam. É sobre abraçar o próprio gosto, por mais questionável que possa ser aos olhos da sociedade. É sobre dançar na chuva sem se importar com o que as pessoas vão dizer, ouvir aquela música brega que faz seu coração vibrar, e vestir roupas que te fazem se sentir fabuloso, mesmo que os críticos torçam o nariz.

E assim, nesse eterno baile da vida, a cafona tem seu lugar, desafiando a norma e nos lembrando de que o bom gosto é subjetivo. Afinal, o que é cafona para alguns pode ser maravilhosamente cafona para outros. É um lembrete de que a beleza está nos olhos de quem vê e que, às vezes, é preciso um toque de cafona para fazer a vida brilhar. Portanto, que viva o cafona, com todo o seu esplendor e extravagância, pois é nele que encontramos a verdadeira essência do ser humano, muitas vezes escondida sob camadas de pretensão. É na aceitação de nossa própria cafonice que podemos, enfim, celebrar nossa singularidade e autenticidade. E que maravilhoso.

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