O relatório recente da PEN America revelou um aumento alarmante nas proibições de livros em escolas públicas nos Estados Unidos durante o primeiro semestre deste ano letivo. Mais de 4.300 livros foram removidos em 23 estados entre julho e dezembro do ano passado, ultrapassando o total de proibições do ano anterior. Esse aumento é impulsionado por grupos conservadores e por mudanças legislativas que restringem o acesso a certas obras, afetando a diversidade de temas e perspectivas nas bibliotecas escolares.
A escalada das proibições de livros revela uma tendência preocupante de censura e politização, com grupos conservadores como Moms for Liberty e Utah Parents United pressionando por regulamentações que limitam os materiais disponíveis nas bibliotecas. Embora os números reportados pela PEN America possam não refletir todas as remoções de livros, fica claro que muitas obras com personagens LGBTQIA+ ou que abordam questões de raça e racismo estão sendo visadas.
A Flórida liderou o número de proibições de livros no último semestre, com 3.135 livros removidos em 11 distritos escolares, destacando-se o Condado de Escambia, onde mais de 1.600 livros foram retirados para cumprir uma lei estadual que proíbe materiais que abordam conduta sexual. Diante dessa onda de censura, grupos pró-liberdade de expressão, incluindo pais, estudantes, bibliotecas e autores, estão se mobilizando para resistir às proibições, argumentando que estas violam o direito constitucional de acesso à informação garantido pela Primeira Emenda.
Fonte: The New York Times









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