
Num mundo que parece ter perdido a capacidade de prometer – afogado em distopias, fatalismos e na tirania de um presente perpétuo –, Marina Garcés emerge com uma interrogação fulminante: o que significa prometer no nosso tempo? Em “O tempo da promessa”, a filósofa catalã não nos oferece um consolo fácil ou uma esperança ingénua. Pelo contrário, ela desmonta a ideia superficial da promessa como mera expectativa passiva de um futuro que virá, e nos convida a mergulhar na sua dimensão mais radical e urgente.
Para Garcés, “O tempo da promessa” é, antes de tudo, o *nosso* tempo, o aqui e agora da ação, da decisão e do compromisso partilhado. É a recusa veemente à resignação, a um futuro pré-determinado ou ao desespero que paralisa. Este livro é um convite para habitar a incerteza com responsabilidade, compreendendo que a promessa genuína não está na garantia de um resultado, mas no próprio ato de comprometer-se coletivamente com a invenção de futuros possíveis, mesmo quando o solo sob nossos pés parece desmoronar.
Garcés nos instiga a romper com a passividade, a desaprender a resignação e a reconhecer que a potência transformadora reside na capacidade de construir laços, de assumir vulnerabilidades e de co-criar, passo a passo, aquilo que ousamos chamar de futuro. É um apelo à responsabilidade ética e política, um manifesto para que nos tornemos sujeitos ativos da nossa história, enfrentando o colapso e a descrença não com soluções fáceis, mas com a coragem de um “nós” que se recusa a desistir.
“O tempo da promessa” é, portanto, muito mais do que uma reflexão filosófica; é um chamado vibrante à ação, um farol para aqueles que buscam ressignificar a esperança em tempos de crise. É a provocação necessária para compreendermos que o futuro não é algo a ser esperado, mas algo a ser prometido, edificado e, acima de tudo, vivido no presente. Você está pronto para habitar este tempo e assumir a sua parte na promessa?
“O tempo da promessa” está à venda no site da Âyiné.








Deixe uma resposta