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Assista: “This Area Is Under Quarentine” (2009), Thunska Pansittivorakul

Num quarto abafado de Bangcoc, um garoto budista e outro muçulmano revelam seus corpos e feridas, enquanto imagens de massacres lembram que a intimidade é também trincheira política

Assista: “This Area Is Under Quarentine” (2009), Thunska Pansittivorakul

Num quarto abafado de Bangcoc, um garoto budista e outro muçulmano revelam seus corpos e feridas, enquanto imagens de massacres lembram que a intimidade é também trincheira política

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Dois rapazes do sul da Tailândia dividem um quarto de hotel em Bangcoc e, enquanto a câmera de Thunska Pansittivorakul observa sem cortes, conversam sobre desejo, fé e medo, permitindo que a intimidade física se confunda com a política. A cada confissão, o filme injeta imagens documentais do massacre de Tak Bai (2004) e da execução de dois adolescentes iranianos (2005), costurando sexualidade e violência de Estado num mesmo tecido histórico. O “quarentenado” do título passa a ser não apenas o território conflagrado, mas também o corpo jovem que o poder tenta vigiar: espaço onde prazer e trauma se tocam, revelando quanto um país decide quem pode ou não ser livre. Ao transformar o quarto num microcosmo de resistências, Thunska entrega uma meditação crua sobre censura, identidade queer e memória coletiva, sem esvaziar a ternura que nasce entre os protagonistas.

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Dois rapazes do sul da Tailândia dividem um quarto de hotel em Bangcoc e, enquanto a câmera de Thunska Pansittivorakul observa sem cortes, conversam sobre desejo, fé e medo, permitindo que a intimidade física se confunda com a política. A cada confissão, o filme injeta imagens documentais do massacre de Tak Bai (2004) e da execução de dois adolescentes iranianos (2005), costurando sexualidade e violência de Estado num mesmo tecido histórico. O “quarentenado” do título passa a ser não apenas o território conflagrado, mas também o corpo jovem que o poder tenta vigiar: espaço onde prazer e trauma se tocam, revelando quanto um país decide quem pode ou não ser livre. Ao transformar o quarto num microcosmo de resistências, Thunska entrega uma meditação crua sobre censura, identidade queer e memória coletiva, sem esvaziar a ternura que nasce entre os protagonistas.

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