Oito compositores foram necessários para escrever “Campo de Morango”, última música de Luísa Sonza, que possui um minuto e dezesseis segundos de duração. Ou seja, mesmo reunindo tantas pessoas, Luísa só conseguiu criar uma música que é mais curta que uma interlude. Será que era pra ser assim, ou foi realmente a ausência de inspiração?
Depois de fazer tanto suspense divulgando teaser que apresentavam uma estética realmente interessante era natural que as pessoas criassem uma expectativa para o que estava prestes a ser lançado pela cantora gaúcha. Mas se iludiram. “Campo de Morango” é mais do mesmo não só de Luísa Sonza, mas quase de todos os artistas brasileiros considerados mainstream.
Na música, Luísa volta ao tom de auto afirmação e com letras de cunho sexual. Não que não se possa falar sobre sexo nas músicas. Pode, sim. Sexo faz parte do nosso dia a dia e é um momento de extrema intimidade com outra pessoa. No entanto, o que me choca é a falta de criatividade que “Campo de Morango” possui, sem nenhum aspecto artístico, figuras de linguagem, analogias, subjetividade. É tudo muito direto, pronto para o consumo imediato. Como se não tivesse nenhuma inspiração, mas a música tivesse que ficar pronta logo e o resultado é desagradável, constrangedor e traumatizante.
Cada vez mais as músicas de grande projeção são vindas de artistas que mais se parecem influencers. E, como disse um cara do Twitter, se “Campo de Morango” tivesse dezesseis segundos a menos, caberia tudo em um story do Instagram.









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