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Filme: “Os Filhos do Medo” (1979), David Cronenberg

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Frank Carveth enfrenta uma batalha pela custódia de sua filha, mas o conflito vai muito além dos tribunais. Sua ex-esposa, Nola, está isolada no Instituto Somafree, sob os cuidados do Dr. Hal Raglan, um terapeuta com métodos pouco ortodoxos. Raglan pratica a “psicoplasmática”, uma técnica que incentiva os pacientes a manifestarem fisicamente seus traumas e distúrbios emocionais. Quando uma série de assassinatos brutais começa a dizimar o círculo íntimo de Frank, incluindo a professora de sua filha e sua própria sogra, as suspeitas recaem sobre figuras infantis e disformes que parecem agir com uma fúria descontrolada. A investigação de Frank, motivada pelo medo e pela desconfiança, o leva a uma verdade biológica perturbadora sobre a origem dessas criaturas e a conexão direta com a raiva reprimida de Nola.

O filme de David Cronenberg, lançado em 1979, é uma das explorações mais viscerais do diretor sobre a somatização. Aqui, a abstração psicológica é literal: a raiva não é apenas um sentimento, ela ganha corpo, dentes e garras, nascendo diretamente do trauma da mãe. Longe de ser apenas uma obra sobre monstros, Os Filhos do Medo funciona como um psicodrama familiar levado às últimas consequências, dissecando as feridas de um divórcio conturbado – um reflexo do próprio processo de separação do cineasta na época. A terapia do Dr. Raglan, interpretado com uma ambiguidade calculada por Oliver Reed, questiona os limites da psicanálise e o perigo de liberar o id sem qualquer contenção. A performance de Samantha Eggar como Nola é fundamental, transmitindo uma dor que é ao mesmo tempo psíquica e terrivelmente física. Cronenberg não se interessa pelo susto fácil, mas pela consequência fisiológica do sofrimento, transformando a angústia parental e a fúria feminina em uma forma de procriação grotesca e incontrolável, um marco definidor do terror corporal.

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Frank Carveth enfrenta uma batalha pela custódia de sua filha, mas o conflito vai muito além dos tribunais. Sua ex-esposa, Nola, está isolada no Instituto Somafree, sob os cuidados do Dr. Hal Raglan, um terapeuta com métodos pouco ortodoxos. Raglan pratica a “psicoplasmática”, uma técnica que incentiva os pacientes a manifestarem fisicamente seus traumas e distúrbios emocionais. Quando uma série de assassinatos brutais começa a dizimar o círculo íntimo de Frank, incluindo a professora de sua filha e sua própria sogra, as suspeitas recaem sobre figuras infantis e disformes que parecem agir com uma fúria descontrolada. A investigação de Frank, motivada pelo medo e pela desconfiança, o leva a uma verdade biológica perturbadora sobre a origem dessas criaturas e a conexão direta com a raiva reprimida de Nola.

O filme de David Cronenberg, lançado em 1979, é uma das explorações mais viscerais do diretor sobre a somatização. Aqui, a abstração psicológica é literal: a raiva não é apenas um sentimento, ela ganha corpo, dentes e garras, nascendo diretamente do trauma da mãe. Longe de ser apenas uma obra sobre monstros, Os Filhos do Medo funciona como um psicodrama familiar levado às últimas consequências, dissecando as feridas de um divórcio conturbado – um reflexo do próprio processo de separação do cineasta na época. A terapia do Dr. Raglan, interpretado com uma ambiguidade calculada por Oliver Reed, questiona os limites da psicanálise e o perigo de liberar o id sem qualquer contenção. A performance de Samantha Eggar como Nola é fundamental, transmitindo uma dor que é ao mesmo tempo psíquica e terrivelmente física. Cronenberg não se interessa pelo susto fácil, mas pela consequência fisiológica do sofrimento, transformando a angústia parental e a fúria feminina em uma forma de procriação grotesca e incontrolável, um marco definidor do terror corporal.

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