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Filme: “Feitiço da Lua” (1987), Norman Jewison

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Loretta Castorini, uma viúva ítalo-americana pragmática do Brooklyn, aceita o pedido de casamento de Johnny Cammareri, um homem gentil, porém sem vivacidade, que busca sua aprovação antes de embarcar para a Sicília para visitar sua mãe doente. Loretta, cética quanto ao amor após um casamento anterior infeliz, vê nessa união uma oportunidade de estabilidade e respeito.

A trama se adensa quando Loretta entra em contato com Ronny, o irmão mais novo e apaixonado de Johnny, um padeiro temperamental com quem Johnny não se reconciliou após um acidente que lhe custou a mão. O encontro, inicialmente formal e carregado de tensão, rapidamente se transforma em uma atração irresistível, catalisada pela lua cheia e pela atmosfera carregada de erotismo da noite nova-iorquina.

Enquanto Loretta tenta manter a compostura e aderir às convenções sociais, sua paixão por Ronny a consome, levando-a a questionar suas escolhas de vida e a reavaliar seus conceitos sobre o amor. A família Castorini, com sua própria dose de dramas e excentricidades, observa a situação com uma mistura de humor e preocupação. A matriarca, Rose, sábia e observadora, oferece conselhos perspicazes, enquanto o pai, Cosmo, lida com suas próprias tentações extraconjugais.

Numa dança intrincada de desejo e dever, “Feitiço da Lua” explora a natureza paradoxal do amor romântico, demonstrando como ele pode ser tanto libertador quanto destrutivo, irracional e, ao mesmo tempo, profundamente humano. O filme não se limita a ser uma comédia romântica; ele examina as complexidades das relações familiares, os anseios da alma e a busca pela autenticidade em um mundo repleto de máscaras e expectativas. A lua, omnipresente, atua como um catalisador de transformação, revelando verdades ocultas e expondo as fragilidades de seus personagens. A narrativa, permeada por um senso de ironia e um olhar atento aos detalhes da vida cotidiana, nos lembra que, por mais que tentemos controlar nossas emoções e seguir a razão, o coração, muitas vezes, tem seus próprios planos. A experiência de Loretta espelha a dialética hegeliana, onde a tese (a vida estável e pragmática), a antítese (a paixão avassaladora por Ronny) colidem para gerar uma síntese, um novo entendimento de si mesma e do que realmente importa.

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Loretta Castorini, uma viúva ítalo-americana pragmática do Brooklyn, aceita o pedido de casamento de Johnny Cammareri, um homem gentil, porém sem vivacidade, que busca sua aprovação antes de embarcar para a Sicília para visitar sua mãe doente. Loretta, cética quanto ao amor após um casamento anterior infeliz, vê nessa união uma oportunidade de estabilidade e respeito.

A trama se adensa quando Loretta entra em contato com Ronny, o irmão mais novo e apaixonado de Johnny, um padeiro temperamental com quem Johnny não se reconciliou após um acidente que lhe custou a mão. O encontro, inicialmente formal e carregado de tensão, rapidamente se transforma em uma atração irresistível, catalisada pela lua cheia e pela atmosfera carregada de erotismo da noite nova-iorquina.

Enquanto Loretta tenta manter a compostura e aderir às convenções sociais, sua paixão por Ronny a consome, levando-a a questionar suas escolhas de vida e a reavaliar seus conceitos sobre o amor. A família Castorini, com sua própria dose de dramas e excentricidades, observa a situação com uma mistura de humor e preocupação. A matriarca, Rose, sábia e observadora, oferece conselhos perspicazes, enquanto o pai, Cosmo, lida com suas próprias tentações extraconjugais.

Numa dança intrincada de desejo e dever, “Feitiço da Lua” explora a natureza paradoxal do amor romântico, demonstrando como ele pode ser tanto libertador quanto destrutivo, irracional e, ao mesmo tempo, profundamente humano. O filme não se limita a ser uma comédia romântica; ele examina as complexidades das relações familiares, os anseios da alma e a busca pela autenticidade em um mundo repleto de máscaras e expectativas. A lua, omnipresente, atua como um catalisador de transformação, revelando verdades ocultas e expondo as fragilidades de seus personagens. A narrativa, permeada por um senso de ironia e um olhar atento aos detalhes da vida cotidiana, nos lembra que, por mais que tentemos controlar nossas emoções e seguir a razão, o coração, muitas vezes, tem seus próprios planos. A experiência de Loretta espelha a dialética hegeliana, onde a tese (a vida estável e pragmática), a antítese (a paixão avassaladora por Ronny) colidem para gerar uma síntese, um novo entendimento de si mesma e do que realmente importa.

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