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“Ano Todavia 2023”, José Falero e Jônatas Moreira

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## Ano Todavia 2023: A Farsa da Normalidade

O ano de 2023. Um sopro de esperança, a volta do otimismo, o ar de um recomeço após anos de obscurantismo bolsonarista. O Brasil respira, o presidente Lula retorna, e a narrativa da “normalidade” começa a ser tecida. Mas, e se por trás da euforia e do alívio aparente se esconderem as chagas de um Brasil que insiste em não cicatrizar? E se a promessa de um futuro melhor for, para muitos, apenas a repetição de um passado que nunca realmente terminou?

É essa a premissa audaciosa, visceral e implacável de **”Ano Todavia 2023″**, a parceria literária entre a prosa afiada e a percepção crua de **José Falero** e a profundidade crítica e descolonial de **Jônatas Moreira**. Este não é um livro de celebração, mas de dissecação. Com uma inteligência que incomoda e uma escrita que fere, os autores desvendam as ilusões de um progresso que não alcança as bases, de uma “democracia” que ainda exclui e de uma “normalidade” que ignora as violências diárias.

Falero e Moreira mergulham no coração do primeiro ano do terceiro governo Lula, não para endossar ou atacar superficialmente, mas para questionar: o que realmente mudou para quem vive à margem? A permanência do racismo estrutural, a brutalidade policial que não cessa, a precarização da vida, a colonização do pensamento e a eterna luta pela sobrevivência digna são desnudadas com uma honestidade brutal. Eles analisam como o “novo” muitas vezes é apenas a roupagem para velhas opressões, e como a alegria de uns pode mascarar o desespero e a invisibilidade de outros.

Com uma prosa que é ao mesmo tempo soco no estômago e bisturi afiado, “Ano Todavia 2023” nos convida — ou nos arrasta — para uma reflexão incômoda sobre as continuidades históricas que moldam o Brasil. É um grito contra a amnésia coletiva e um chamado urgente para olhar para as fissuras do edifício social brasileiro, mesmo quando a fachada parece reformada.

Prepare-se para ser provocado, desafiado e, acima de tudo, forçado a enxergar um Brasil que insiste em ser, **todavia**, um campo de batalha para os sonhos, as dores e a resistência de seu povo. Uma leitura essencial para quem se recusa a aceitar narrativas fáceis e busca compreender as complexidades de um país onde a esperança e a desigualdade andam, paradoxalmente, de mãos dadas.

“Ano Todavia 2023” está à venda no site da Todavia.

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## Ano Todavia 2023: A Farsa da Normalidade

O ano de 2023. Um sopro de esperança, a volta do otimismo, o ar de um recomeço após anos de obscurantismo bolsonarista. O Brasil respira, o presidente Lula retorna, e a narrativa da “normalidade” começa a ser tecida. Mas, e se por trás da euforia e do alívio aparente se esconderem as chagas de um Brasil que insiste em não cicatrizar? E se a promessa de um futuro melhor for, para muitos, apenas a repetição de um passado que nunca realmente terminou?

É essa a premissa audaciosa, visceral e implacável de **”Ano Todavia 2023″**, a parceria literária entre a prosa afiada e a percepção crua de **José Falero** e a profundidade crítica e descolonial de **Jônatas Moreira**. Este não é um livro de celebração, mas de dissecação. Com uma inteligência que incomoda e uma escrita que fere, os autores desvendam as ilusões de um progresso que não alcança as bases, de uma “democracia” que ainda exclui e de uma “normalidade” que ignora as violências diárias.

Falero e Moreira mergulham no coração do primeiro ano do terceiro governo Lula, não para endossar ou atacar superficialmente, mas para questionar: o que realmente mudou para quem vive à margem? A permanência do racismo estrutural, a brutalidade policial que não cessa, a precarização da vida, a colonização do pensamento e a eterna luta pela sobrevivência digna são desnudadas com uma honestidade brutal. Eles analisam como o “novo” muitas vezes é apenas a roupagem para velhas opressões, e como a alegria de uns pode mascarar o desespero e a invisibilidade de outros.

Com uma prosa que é ao mesmo tempo soco no estômago e bisturi afiado, “Ano Todavia 2023” nos convida — ou nos arrasta — para uma reflexão incômoda sobre as continuidades históricas que moldam o Brasil. É um grito contra a amnésia coletiva e um chamado urgente para olhar para as fissuras do edifício social brasileiro, mesmo quando a fachada parece reformada.

Prepare-se para ser provocado, desafiado e, acima de tudo, forçado a enxergar um Brasil que insiste em ser, **todavia**, um campo de batalha para os sonhos, as dores e a resistência de seu povo. Uma leitura essencial para quem se recusa a aceitar narrativas fáceis e busca compreender as complexidades de um país onde a esperança e a desigualdade andam, paradoxalmente, de mãos dadas.

“Ano Todavia 2023” está à venda no site da Todavia.

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