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“O deus da carnificina”, Yasmina Reza

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O deus da carnificina

Tudo começa com um dente quebrado. Um conflito infantil aparentemente simples, onde um menino atinge outro com um pau no parquinho, serve de catalisador para um encontro entre duas famílias aparentemente civilizadas. Véronique e Michel Houllié, os pais da vítima, recebem Annette e Alain Reille, os pais do “agressor”, em seu apartamento para resolver o incidente de forma cordial e madura.

O encontro é para ser um modelo de diplomacia, um exercício de polidez burguesa. Mas, à medida que a noite avança, regada a café, rum e preconceitos mal disfarçados, a fina camada de civilidade começa a estilhaçar. As máscaras caem, e a verdadeira natureza humana – brutal, egoísta e hilariamente patética – emerge.

As discussões sobre os filhos se transformam em ataques pessoais, os atritos conjugais latentes vêm à tona, e as alianças mudam tão rapidamente quanto os copos são cheios. Os pais, que inicialmente buscavam a conciliação, logo se veem mergulhados em sua própria “carnificina” verbal, desenterrando ressentimentos profundos sobre classes sociais, carreiras, estilos de vida e, acima de tudo, a falácia de sua própria perfeição.

Yasmina Reza expõe a fragilidade dos nossos arranjos sociais e a constante presença do “deus da carnificina” que espreita por trás de cada sorriso forçado e cada tentativa de conciliação. Com diálogos afiados e um humor ácido que beira o insuportável, a peça é uma dissecação impiedosa da hipocrisia adulta, da falácia da comunicação perfeita e da eterna guerra entre os sexos e as ideologias. É um soco no estômago disfarçado de comédia, uma jornada desconfortável, mas irresistível, pelo abismo da natureza humana quando confrontada com suas próprias imperfeições. Prepare-se para rir, para se encolher de vergonha alheia e, talvez, para reconhecer um pouco de si mesmo nos monstros que Reza tão brilhantemente ilumina.

“O deus da carnificina” está à venda no site da Âyiné.

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O deus da carnificina

Tudo começa com um dente quebrado. Um conflito infantil aparentemente simples, onde um menino atinge outro com um pau no parquinho, serve de catalisador para um encontro entre duas famílias aparentemente civilizadas. Véronique e Michel Houllié, os pais da vítima, recebem Annette e Alain Reille, os pais do “agressor”, em seu apartamento para resolver o incidente de forma cordial e madura.

O encontro é para ser um modelo de diplomacia, um exercício de polidez burguesa. Mas, à medida que a noite avança, regada a café, rum e preconceitos mal disfarçados, a fina camada de civilidade começa a estilhaçar. As máscaras caem, e a verdadeira natureza humana – brutal, egoísta e hilariamente patética – emerge.

As discussões sobre os filhos se transformam em ataques pessoais, os atritos conjugais latentes vêm à tona, e as alianças mudam tão rapidamente quanto os copos são cheios. Os pais, que inicialmente buscavam a conciliação, logo se veem mergulhados em sua própria “carnificina” verbal, desenterrando ressentimentos profundos sobre classes sociais, carreiras, estilos de vida e, acima de tudo, a falácia de sua própria perfeição.

Yasmina Reza expõe a fragilidade dos nossos arranjos sociais e a constante presença do “deus da carnificina” que espreita por trás de cada sorriso forçado e cada tentativa de conciliação. Com diálogos afiados e um humor ácido que beira o insuportável, a peça é uma dissecação impiedosa da hipocrisia adulta, da falácia da comunicação perfeita e da eterna guerra entre os sexos e as ideologias. É um soco no estômago disfarçado de comédia, uma jornada desconfortável, mas irresistível, pelo abismo da natureza humana quando confrontada com suas próprias imperfeições. Prepare-se para rir, para se encolher de vergonha alheia e, talvez, para reconhecer um pouco de si mesmo nos monstros que Reza tão brilhantemente ilumina.

“O deus da carnificina” está à venda no site da Âyiné.

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