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Filme: “Cry-Baby” (1990), John Waters

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Baltimore, 1954. Wade “Cry-Baby” Walker, o líder dos “drapes”, a juventude marginalizada da cidade, é um poço de charme rebelde com uma lágrima solitária que derrete corações e acende paixões. Sua vida de jaquetas de couro, rockabilly e pequenos delitos cruza com a de Allison Vernon-Williams, uma “square” da alta sociedade, membro de um clube de leitura e namorada do ricaço e entediante Baldwin.

A atração entre Cry-Baby e Allison é imediata e escandalosa, um curto-circuito nos códigos da época. O romance improvável deflagra uma guerra campal entre os “drapes” e os “squares”, expondo as hipocrisias e o conservadorismo da América da década de 50. Em meio a brigas de gangue coreografadas, bailes de formatura sabotados e jatos d’água descontrolados, Cry-Baby precisa provar sua inocência em um crime que não cometeu, enquanto luta para manter seu amor por Allison vivo.

John Waters, com sua assinatura estética trash e subversiva, oferece uma crítica ácida e hilária à moralidade burguesa e ao conformismo. Cry-Baby não é apenas um musical adolescente com figurinos exuberantes e canções contagiantes; é uma celebração da diferença, da liberdade e do poder transformador do amor, embalada em uma estética que abraça o kitsch e o grotesco. Ao questionar as normas estabelecidas, Waters evoca o pensamento de Foucault sobre a construção social do “normal” e do “anormal”, mostrando como a marginalidade pode ser uma forma de autenticidade e transgressão. A trama não se furta a um final apoteótico, onde o humor e a mensagem política se unem em uma explosão de irreverência.

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Baltimore, 1954. Wade “Cry-Baby” Walker, o líder dos “drapes”, a juventude marginalizada da cidade, é um poço de charme rebelde com uma lágrima solitária que derrete corações e acende paixões. Sua vida de jaquetas de couro, rockabilly e pequenos delitos cruza com a de Allison Vernon-Williams, uma “square” da alta sociedade, membro de um clube de leitura e namorada do ricaço e entediante Baldwin.

A atração entre Cry-Baby e Allison é imediata e escandalosa, um curto-circuito nos códigos da época. O romance improvável deflagra uma guerra campal entre os “drapes” e os “squares”, expondo as hipocrisias e o conservadorismo da América da década de 50. Em meio a brigas de gangue coreografadas, bailes de formatura sabotados e jatos d’água descontrolados, Cry-Baby precisa provar sua inocência em um crime que não cometeu, enquanto luta para manter seu amor por Allison vivo.

John Waters, com sua assinatura estética trash e subversiva, oferece uma crítica ácida e hilária à moralidade burguesa e ao conformismo. Cry-Baby não é apenas um musical adolescente com figurinos exuberantes e canções contagiantes; é uma celebração da diferença, da liberdade e do poder transformador do amor, embalada em uma estética que abraça o kitsch e o grotesco. Ao questionar as normas estabelecidas, Waters evoca o pensamento de Foucault sobre a construção social do “normal” e do “anormal”, mostrando como a marginalidade pode ser uma forma de autenticidade e transgressão. A trama não se furta a um final apoteótico, onde o humor e a mensagem política se unem em uma explosão de irreverência.

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